Mercado de soja apresenta volatilidade e desafios logísticos
A colheita avança no Brasil, mas custos elevam desafios para produtores.

O mercado global de soja concluiu o dia com uma mistura de resultados, refletindo ajustes em Chicago, avanço da colheita no Brasil e crescente pressão dos custos logísticos, impactando a rentabilidade dos produtores.
Em Chicago, nesta terça-feira, os contratos mostraram estabilidade, com pequenas quedas em alguns vencimentos e leves altas em outros. O contrato para maio caiu 0,36%, sendo cotado a US$ 11,73 por bushel, enquanto julho teve redução de 0,23%, a US$ 11,8925. O farelo de soja também apresentou queda de 0,12%, chegando a US$ 333,40 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,55%, impulsionado por fatores como o petróleo e o biodiesel.
✨ Volatilidade no mercado é influenciada pela detecção de traços de HB4, uma tecnologia transgênica não aprovada pela União Europeia, em cargas da Argentina e do Brasil.
A Argentina está contestando os métodos utilizados para a identificação dos organismos geneticamente modificados. Simultaneamente, o mercado aguarda uma possível mudança na demanda, que pode migrar para o farelo dos Estados Unidos.
No Brasil, a colheita da soja avança, com o Rio Grande do Sul alcançando 68% completude da área plantada de 6,62 milhões de hectares. No entanto, as condições climáticas irregulares afetaram a produtividade. A escassez de combustível está ameaçando a operação das máquinas, enquanto um déficit de 3,5 milhões de toneladas em armazenagem limita a capacidade dos produtores de esperar por melhores preços.
No porto do Rio Grande, o preço da saca foi cotado a R$ 128,00. Em Santa Catarina, a produção estimada é de 3,1 milhões de toneladas, com a demanda industrial ajudando a sustentar o mercado local, onde a saca foi negociada a R$ 127,00 no porto de São Francisco.
No Paraná, a colheita já atingiu 99%, mas o preço do diesel, superior a R$ 6,45, e um déficit de 12,6 milhões de toneladas em armazenagem estão complicando a rentabilidade e o escoamento da produção. Em Mato Grosso do Sul, a colheita chegou a 97,1%, enfrentando fretes altos, que podem chegar a R$ 300 por tonelada, além de um déficit de 15,2 milhões de toneladas em armazenamento.
Por fim, no Mato Grosso, onde 96,42% da colheita foi realizada, a produtividade alcançou níveis recordes, mas os custos de frete elevados e um déficit de 53,4 milhões de toneladas em armazenagem continuam a pressionar as margens de lucro dos produtores.
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