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agricultura
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Mercado de Soja no Brasil enfrenta estagnação em meio a quedas

Vendas no setor de soja não avançam devido a fatores econômicos globais

Mariana Souza06 de maio de 2026 às 18:20
Mercado de Soja no Brasil enfrenta estagnação em meio a quedas

O mercado de soja no Brasil praticamente parou nesta quarta-feira (6), registando poucos negócios ao longo do dia. A queda nos preços em Chicago, somada ao câmbio desfavorável, deixou os produtores inativos, conforme análise de Thiago Oleto, da Safras & Mercado.

"Os produtores estão cautelosos, aguardando melhores condições para comercialização", afirmou Oleto. Apesar de alguma leve melhora nos prêmios nos portos, isso não foi suficiente para aquecer o mercado. O alto spread dos preços limitou o fechamento de negócios.

Os preços médios das sacas de soja sofreram queda nas seguintes regiões: em Passo Fundo (RS), o preço caiu de R$ 124 para R$ 122,50; em Santa Rosa (RS), de R$ 125 para R$ 123,50; em Cascavel (PR), de R$ 120 para R$ 118,50; em Rondonópolis (MT), de R$ 109 para R$ 107,50; e em Dourados (MS), de R$ 112 para R$ 110,50. Em Rio Verde (GO), o preço foi de R$ 111 para R$ 109,50, e nos portos de Paranaguá e Rio Grande (PR e RS), a queda foi de R$ 130 para R$ 128,50.

Desempenho em Chicago e Fatores Externos

Nesta quarta-feira, os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) tiveram uma queda significativa. Essa desvalorização ocorreu em meio a uma forte queda nos preços do petróleo, relacionada a possíveis negociações entre os EUA e o Irã que poderiam amenizar tensões no Oriente Médio.

O analista destacou que os investidores estão também de olho em duas importantes questões: o próximo encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, que pode resultar em um acordo que envolva a compra de soja estadunidense por Pequim, apesar das incertezas que cercam as discussões comerciais.

Os investidores temem que a China possa aumentar tarifas sobre a soja americana devido a uma investigação comercial nos EUA.

Outro ponto de atenção é o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), programado para maio, que trará dados importantes sobre a próxima temporada 2026/27, influenciando as decisões dos traders.

Cotação dos Contratos Futuros

Na CBOT, os contratos futuros da soja com entrega em julho encerraram a sessão com uma baixa de 16,75 centavos de dólar, ou 1,38%, atingindo US$ 11,94 ¾ por bushel. O contrato de agosto foi cotado a US$ 11,89 por bushel, apresentando uma retração de 16 centavos de dólar ou 1,32%.

Em relação aos subprodutos, a posição de julho do farelo teve uma perda de US$ 3,10, ou 0,96%, baixando para US$ 317,30 por tonelada, enquanto o óleo para entrega em julho foi cotado a 75,02 centavos de dólar, perdendo 1,89 centavo, ou 2,45%.

Movimentações do Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com uma leve alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 4,9195 para venda e a R$ 4,9175 para compra. Ao longo da sessão, a moedas oscilou entre a mínima de R$ 4,8877 e a máxima de R$ 4,9347.

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