Mercado da soja mantém estabilidade enquanto fatores dividem tendências
Fatores climáticos e demanda internacional influenciam o setor

Atualmente, o mercado de soja se encontra em uma fase de estabilidade, sem apresentar tendências claras, devido ao equilíbrio entre fatores que sustentam os preços e pressões que os mantêm baixos.
Conforme a análise realizada pela TF Agroeconômica, o cenário atual é caracterizado por uma movimentação lateral, com pequenos sinais de baixa nos fundamentos e uma forte relação com categorias climáticas nos Estados Unidos e na demanda global.
✨ Os subprodutos da soja, como óleo e farelo, desempenham um papel fundamental, apresentando altas significativas devido ao intenso esmagamento nos EUA, Brasil e Argentina.
A demanda interna surge como um aspecto positivo, com a moagem elevada e a possibilidade de queda nos estoques finais. No curto prazo, as exportações dos EUA mostraram um aumento de 47% em uma base semanal, dentro das expectativas do mercado.
Além disso, observam-se cortes consideráveis na área plantada nos Estados Unidos e na Argentina, resultando em ajustes para uma menor produção oficial. Para o Brasil, o suporte de médio prazo tem origem nas exportações robustas e volumes elevados, apesar de esse fenômeno potencialmente pressionar os preços em Chicago.
No entanto, o clima favorável nos EUA, com chuvas adequadas e boa umidade, amenizou o prêmio climático, permitindo que o plantio avancasse sem grandes adversidades.
Contexto do Mercado
Na América do Sul, a elevada oferta de soja, com a safra recorde no Brasil e uma produtividade superior na Argentina, exerce pressão sobre o mercado, com a Argentina mantendo a produção mesmo após redução da área plantada.
Os preços em Chicago flutuam entre um suporte em US$ 11,50 por bushel e uma resistência de US$ 11,80, demonstrando forte rejeição após tentativas de alta e uma volatilidade que diminui depois de um pico.
No mercado doméstico, os preços seguem a tendência de Chicago e permanecem estagnados, igualmente influenciados pela variação cambial. Para os produtores, a orientação é capitalizar em repiques, buscando vender próximos à resistência em vez de aguardar grandes valorizações.
A indústria, por sua vez, encontra-se em um cenário favorável, promovendo compras gradativas sem pressa.
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