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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de arroz no Rio Grande do Sul enfrenta pressão de preços

Desvalorização do dólar impacta a competitividade das exportações

Fernanda Lima20 de maio de 2026 às 09:15
Mercado de arroz no Rio Grande do Sul enfrenta pressão de preços

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul está passando por um período de instabilidade, caracterizado por baixa liquidez e a hesitação dos compradores, em meio à resistência dos produtores em aceitar preços considerados desfavoráveis.

A valorização do Real em relação ao dólar diminui a competitividade do arroz brasileiro no exterior, impactando negativamente as exportações.

Dados do Cepea ressaltam que a demanda internacional, que anteriormente sustentava os preços, está diminuindo devido à taxa de câmbio menos favorável. Essa situação resulta em um cenário de negociações limitadas, onde os compradores estão cada vez mais cuidadosos com o comportamento dos preços.

Adicionalmente, a recente revisão da safra brasileira pela Conab, com uma expectativa de menor produção, ainda não parece ser o suficiente para aliviar a pressão sobre o mercado interno, que é intensificada pela perda de atratividade nas exportações.

Expectativas Globais e Impactos Locais

Em nível global, o USDA apresenta previsões que indicam uma produção de arroz para a safra 2026/27 de 537,9 milhões de toneladas, uma queda de 0,9% em relação à temporada anterior. Enquanto isso, o consumo global é esperado para atingir um recorde de 541,3 milhões de toneladas, sinalizando um quadro de estoques mais apertados.

A relação entre os estoques e o consumo global deve diminuir, o que poderia levar a uma pressurização dos preços, dependendo da reação do mercado externo e da liquidez interna do arroz no Brasil.

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O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul enfrenta um ambiente desafiador devido à resistência dos produtores e à cautela dos compradores.

Se a demanda internacional se fortalecer, as exportações poderão ganhar ritmo novamente, mas a atual valorização do Real continua a limitar as perspectivas de preços no mercado interno do Brasil.

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