Indústrias enfrentam dificuldades de estoque, impulsionando as cotações

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul mantém-se estável, devido à menor disposição dos produtores em negociar e à crescente necessidade das indústrias por compras. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a oferta limitada diminui a liquidez, dificultando a recompra de estoques pelos compradores.
Os agricultores mantêm uma postura cautelosa, à espera de preços mais vantajosos. Segundo as previsões do Cepea, os preços devem oscilar próximos a R$ 80 por saca de 50 quilos, um patamar que se alinha melhor com a remuneração que os produtores esperam. Essa postura restritiva no campo contribui para a manutenção dos preços.
✨ A baixa disponibilidade interna de arroz gera intensa competitividade na aquisição dos lotes disponíveis.
As indústrias, por sua vez, permanecem ativas devido à necessidade urgente de reabastecer seus estoques. No entanto, a escassez de arroz no mercado interno está criando dificuldades para essa recomposição, aumentando a competição entre os compradores. Esse cenário também explica o acrescimento das importações de arroz no Brasil, na busca por atender a demanda interna.
Enquanto as importações estão em alta, as exportações brasileiras de arroz apresentaram uma queda no mês de julho, interrompendo uma sequência de crescimento nos dois meses anteriores. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) relata essa diminuição, que pode ser atribuída ao término dos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao aumento dos preços no mercado interno.
A resistência dos produtores em vender ao preço atual, juntamente com a busca ativa das indústrias por matéria-prima, faz com que a disponibilidade de arroz continue a ser um fator crucial para a sustentação dos preços no mercado.
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