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Agronegócio
2 min de leitura

Setor leiteiro de Santa Catarina inicia recuperação em 2026

Produtores enfrentam desafios, mas preços de leite começam a subir

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 17:25
Setor leiteiro de Santa Catarina inicia recuperação em 2026

Após um período de baixa nos preços, o setor leiteiro de Santa Catarina começa a se recuperar em 2026. Apesar dessa melhora, produtores e indústrias estão atentos aos desafios que persistem.

Recuperação dos preços

Na propriedade da família Araújo, em Chapecó, a produção de leite já é tradição, com mais de 20 anos de história. Atualmente, a propriedade conta com 150 animais, dos quais 81 estão em lactação, resultando em uma produção diária próxima de 3.000 litros. Seu Araújo, o responsável pela propriedade, comentou que, após um ano complicado, os preços do leite iniciaram uma trajetória de alta, alcançando R$ 2,80 por litro, o que representa um avanço significativo.

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Fatores da recuperação

Entre os fatores que impulsionaram essa recuperação, destaca-se um aumento de 6% na captação de leite no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. O equilíbrio entre oferta e demanda, uma boa safra de silagem no ano anterior e uma demanda estável por produtos lácteos contribuíram para essa melhora, além da capacidade da indústria de absorver a produção elevada.

Desafios futuros

Apesar do cenário mais otimista, o setor ainda enfrenta desafios. As importações, especialmente do Uruguai e da Argentina, geram pressão sobre os preços pagos ao produtor, levando a um clima de incerteza. A falta de medidas efetivas por parte do governo federal para contornar essa situação é uma preocupação frequente entre os produtores.

Importância do setor

O leite possui um papel crucial na economia de várias cidades de Santa Catarina, sendo um importante gerador de emprego e renda, particularmente na região oeste do estado. Santa Catarina se destaca como o quarto maior produtor de leite do Brasil, com 80% de sua produção concentrada na área do Extremo Oeste. Em vista disso, os produtores clamam por mais atenção do governo local e federal para assegurar a viabilidade da atividade leiteira, a terceira mais relevante da agricultura do estado.

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