Feijão-carioca também registra aumentos, apesar da resistência dos compradores

O mercado de feijão apresentou uma tendência de valorização na última semana, destacando-se o feijão-preto, conforme o Indicador Cepea/CNA divulgado nesta segunda-feira, dia 28. Essa valorização foi impulsionada por um aumento na demanda e uma oferta mais reduzida.
Os preços do feijão-carioca também tiveram avanços, mesmo com a resistência dos compradores em relação aos novos valores, o que diminuiu a intensidade das negociações. Para feijões de melhor qualidade, como os de peneira 12 e nota 9 ou superior, foram registradas altas de 7,06% no Centro/Noroeste Goiano e 5,46% em Sorriso, MT. Já em Barreiras, na Bahia, a valorização foi de 1,30%.
Até o dia 24 de setembro, a cotação média do feijão-carioca acumulou uma alta de 10,05% em relação a agosto. Nos lotes intermediários, com notas entre 8,0 e 8,5, o indicador registrou aumentos próximos de 7% em regiões como Itapeva e São José do Rio Preto.
✨ Com relação ao feijão-preto de tipo 1, as valorizações foram significativas, com subidas de até 13,15% em Itapeva. A média até o dia 24 de setembro apontou um aumento de 8,24% sobre agosto.
A safra 2026/2027 é uma preocupação atual, com estimativas indicando uma área de cultivo de 88,3 mil hectares no Paraná, queda de 13,6% em relação ao ciclo anterior, e uma prevista redução na produção de 7,6%, totalizando 177,7 mil toneladas. Atualmente, as semeaduras atingiam 18% da área, enquanto no ano passado esse número era de 28%.
Os impactos das chuvas na região do Sudoeste Paulista e os estoques da terceira safra no Cerrado também estão sendo monitorados. A oferta restrita continua a alavancar os preços no curto prazo, embora a cautela dos compradores e o andamento das negociações permaneçam em destaque.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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