Mercado de milho mostra estabilidade com colheita avançando
Compradores cautelosos e oferta confortável marcam a negociação

Na terça-feira, o mercado de milho se manteve estável, refletindo a cautela dos compradores e a boa oferta do produto, além da expectativa em relação ao andamento da colheita da segunda safra no Brasil.
Dados da TF Agroeconômica indicam que os preços do milho na B3 apresentaram uma leve queda, em um dia marcado pela estabilidade nas bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos. Adicionalmente, a variação mínima do dólar ajudou a conter movimentações mais expressivas.
Os contratos futuros de milho encerraram predominantemente em baixa, com o vencimento de julho de 2026 fixado a R$ 65,26, uma queda de R$ 0,20 no dia, mas com um ganho semanal de R$ 0,67. O vencimento setembro de 2026 registrou leve alta de R$ 0,01, fechando a R$ 67,46, enquanto o contrato de novembro de 2026 terminou a R$ 70,63, após um recuo diário de R$ 0,13, mas sem perder os ganhos acumulados na semana.
Cenário regional no Brasil
No Rio Grande do Sul, embora a colheita esteja praticamente concluída, o mercado de milho mantém-se firme. A liquidez é baixa, o que resulta em negociações pontuais, com compradores já abastecidos e uma oferta que se considera confortável no curto prazo. Os preços oscilam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com uma média estadual de R$ 59,27, mostrando uma alta semanal de 0,87%.
Em Santa Catarina, a movimentação se apresenta igualmente limitada, com preços em torno de R$ 65,00 por saca, frente a uma demanda estimada em cerca de R$ 60,00. A diferença entre as ofertas restringe o fechamento dos negócios, com consumidores priorizando compras imediatas e mantendo estoques adequados.
No Paraná, a expectativa de maior oferta também afeta as negociações, com preços perto de R$ 65,00 por saca e demanda em torno de R$ 60,00 CIF. A aproximação da colheita da segunda safra, as quedas nos preços internacionais e a menor paridade para exportação se tornam pressões para o mercado interno.
✨ Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com a comercialização limitada.
Embora a demanda do setor de bioenergia contribua para parte do consumo, os elevados estoques e a cautela dos compradores dificultam uma recuperação significativa dos preços. Além disso, o déficit hídrico em regiões do sudoeste já afetou parte do potencial produtivo, levando a uma atenção aumentada sobre a safrinha.
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