Mercado de milho enfrenta baixa devido à colheita e pressão externa
Cotações caem com colheita da safrinha e baixos volumes de negócios

O mercado de milho está operando em queda, impulsionado pela colheita da safrinha e pressão influenciada por fatores externos, com compradores adotando uma postura cautelosa nas principais regiões de venda.
De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos futuros na B3 fecharam em baixa na última quarta-feira, seguindo a tendência de preços em Chicago, embora a valorização do dólar tenha atenuado quedas mais expressivas.
A colheita da safrinha já em andamento diminuiu a pressão sobre os compradores, que estão realizando compras somente para repor estoques. A produtividade do milho segue incerta, com boas performances em áreas beneficiadas por chuvas recentes, enquanto no Centro-Oeste aguarda-se a avaliação de perdas causadas pela seca.
✨ Os contratos futuros de julho de 2026 foram negociados a R$ 65,58, representando uma queda de R$ 0,55 no dia e R$ 1,37 na semana.
No Rio Grande do Sul, a liquidez do mercado continua baixa, com negócios esporádicos variando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, enquanto a média estadual se mantém em R$ 58,24, apresentando um leve aumento de 0,28% na semana.
A reposição limitada de estoques e a falta de pressão significativa para vendas sustentam os preços, embora os compradores estejam bem abastecidos, resultando em negociações lentas.
Em Santa Catarina, as cotações permanecem em torno de R$ 70,00 por saca, com a demanda próximo a R$ 65,00, refletindo uma diferença entre as ofertas e os pedidos que limita as transações.
Situação em Santa Catarina
O estado está monitorando a cigarrinha-do-milho, especialmente nas regiões do Oeste e Extremo Oeste, recebendo recomendações para manejo que visam reduzir riscos para a próxima safra.
No Paraná, a ampla oferta e os altos estoques seguem restringindo variações nos preços. A segunda safra está se desenvolvendo bem, com 79% das áreas em boas condições.
Em Mato Grosso do Sul, a oferta crescente e os estoques confortáveis contribuem para a cautela dos compradores, com cotações oscilando entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
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