Voltar
mercado-financeiro
2 min de leitura

Milho em queda no mercado de Chicago em meio a boas expectativas

Quarta semana seguida de recuo reflete aumento da oferta e clima favorável

Camila Souza Ramos13 de abril de 2026 às 08:15
Milho em queda no mercado de Chicago em meio a boas expectativas

O mercado internacional de milho enfrentou uma nova queda, com Chicago marcando o quarto declínio consecutivo nos preços. Essa baixa é impulsionada pela ampliação da oferta e por condições climáticas que favorecem o cultivo nos Estados Unidos.

Influências Climáticas e Expectativas da Safra

De acordo com a TF Agroeconômica, a melhoria das condições climáticas foi um dos principais fatores para essa redução. A diminuição das áreas sob seca, que passaram de 44% para 29%, se aproxima dos índices do ano anterior. Além disso, previsões de chuvas no Meio-Oeste americano consolidam a expectativa de uma colheita robusta em 2026/27.

Esse cenário também elevou a confiança do mercado na possibilidade de uma oferta mais estável. No entanto, o último relatório do USDA não apresentou elementos que incentivassem as cotações, ao manter os estoques finais e as previsões de produção na América do Sul inalteradas.

Argentina antecipa produção recorde de milho, elevando projeções de safra.

Apesar das pressões no preço, a demanda se mantém firme. As exportações dos Estados Unidos aumentaram cerca de 30% em comparação ao ano passado, e novas vendas confirmadas demonstram um consumo internacional robusto.

Expectativas e Ajustes no Mercado Brasileiro

No Brasil, o mercado aguarda a colheita da safrinha, programada para começar na segunda metade de maio. As exportações ainda são modestas, mas superam os números do mesmo período do ano anterior. No lado técnico, o milho em Chicago quebrou uma linha de suporte crucial, sugerindo uma diminuição do poder de compra e uma maior chance de continuidade da tendência de baixa.

No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa também demonstra uma inflexão após um período de valorização, sinalizando um ajuste sazonal típico antes da colheita. Com a safra avançando e a safrinha se aproximando, espera-se que os preços recuem, podendo se estabilizar em torno de R$ 65 por saca ou menos, dependendo da pressão da oferta.

Recomenda-se priorizar vendas em repiques de preço e adiar novas compras.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de mercado-financeiro