Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Queda no mercado de milho afeta preços e liquidez em regiões produtoras

Contratos futuros registram baixa com colheita em avanço

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 08:10
Queda no mercado de milho afeta preços e liquidez em regiões produtoras

O mercado de milho registrou pressão na quinta-feira, com os contratos futuros apresentando quedas e baixa liquidez nas principais regiões de produção. Segundo a TF Agroeconômica, esse cenário acompanhou as perdas verificadas em Chicago e a desvalorização do dólar.

O avanço da colheita da safrinha, aliado à alta disponibilidade do grão na Argentina, fez com que os compradores não precisassem aumentar suas ofertas. Na B3, o contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a R$ 64,77 por saca, uma queda de R$ 0,13 em relação ao dia anterior.

Os contratos para setembro e novembro também apresentaram recuos, fechando a R$ 67,48 e R$ 70,78, respectivamente. Em relação ao mercado físico, a situação é de estabilidade, com compradores com estoques suficientes e produtores relutantes em expandir suas vendas.

O consumo de milho na pecuária é sustentado pelo maior uso de silagem nas propriedades leiteiras.

No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56 e R$ 64 por saca, com a demanda concentrada em reabastecimentos pontuais. Em Santa Catarina, as cotações estão em torno de R$ 65, enquanto compradores oferecem cerca de R$ 60. Essa diferença entre oferta e demanda está limitando os negócios.

No Paraná, 10% da área da segunda safra já foi colhida, um progresso em comparação aos 5% da semana anterior, mas ainda assim atrás das taxas de 2024 e 2025 devido ao excesso de chuvas que ainda afetam a colheita nas regiões Oeste e Sudoeste.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca. A bioenergia permanece como uma forte fonte de demanda regional, embora as transações estejam com volumes moderados devido ao aumento gradual da oferta.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio