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    Agronegócio
    2 min de leitura

    Mercado de Milho Enfrenta Pressão com Avanço nas Colheitas

    Queda nos preços é influenciada por fatores como colheita e plantio da safra 2026/27.

    Gabriel RodriguesPostado 09 de setembro às 08:45
    A
    Mercado de Milho Enfrenta Pressão com Avanço nas Colheitas

    O mercado de milho começou a semana com pressão na bolsa brasileira, refletindo o avanço das colheitas e o início do plantio da safra 2026/27. A TF Agroeconômica informou que os contratos futuros na B3 fecharam em baixa nesta segunda-feira, impulsionados pela queda em Chicago, pelo recuo do dólar e pela aproximação do fim da colheita da safrinha.

    Os valores dos contratos se apresentaram em queda: setembro/26 foi negociado a R$ 71,08, uma baixa de R$ 0,67; novembro/26 caiu R$ 1,05, encerrando a R$ 76,73; e janeiro/27 fechou a R$ 80,23, recuando R$ 0,87. Apesar do aumento recente nos preços de exportação, que incentivou algumas vendas, os produtores mostram resistência em negociar grandes volumes, esperando valores mais favoráveis.

    ✨ No Rio Grande do Sul, as indicações de preço variam entre R$ 59 e R$ 70 por saca, com um preço médio aproximado de R$ 61,09.

    O plantio do milho de verão atingiu 38% da área cultivável, o que representa um avanço em relação aos 25% da semana anterior, embora a umidade elevada limite a rapidez das operações. Em Santa Catarina, os preços ficam próximos de R$ 60 por saca, enquanto os compradores têm indicado cerca de R$ 55. Esse estado enfrenta um déficit de abastecimento, necessitando anualmente 8,5 milhões de toneladas, mas com uma produção projetada de apenas 2,67 milhões na safra 2025/26.

    No Paraná, a colheita da segunda safra já alcançou 89%, enquanto o plantio da primeira safra 2026/27 está em 18%. O Mato Grosso do Sul também reportou uma colheita de 96%, com a demanda da indústria de bioenergia ajudando a sustentar os preços entre R$ 54 e R$ 57 por saca. Em todas as regiões, compradores estão priorizando reposições, enquanto vendedores seletivos restringem a oferta. As exportações continuam sendo um canal importante para a absorção da produção.

    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio

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