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Agronegócio
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Mercado de milho enfrenta volatilidade e demanda firme

Estratégias de proteção são essenciais para produtores e cooperativas

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 08:15
Mercado de milho enfrenta volatilidade e demanda firme

O mercado de milho permanece estável devido a condições climáticas favoráveis, uma demanda robusta e incertezas em relação à oferta global. No entanto, o avanço da colheita no Brasil tem freado movimentos mais acentuados de alta nos preços.

A TF Agroeconômica orienta que é necessário adotar estratégias de comercialização graduais e proteger os preços diante da volatilidade atual. Para os agricultores, a melhor tática é realizar vendas parciais, especialmente ao notar novas aproximações na resistência dos preços em Chicago, evitando concentrar a venda em um único momento.

A orientação é que produtores com grandes estoques considerem operações de hedge, utilizando a alta dos preços como uma chance para mitigar riscos.

Cooperativas devem intensificar suas vendas e explorar mecanismos de proteção para beneficiar seus associados. Essa medida se torna ainda mais relevante, já que o mercado externo está vulnerável ao clima seco e altas temperaturas durante o período de polinização nos EUA, além de dificuldades agrícolas na Europa.

No âmbito das cerealistas, a recomendação é realizar compras de forma gradual, aproveitando qualquer recuo nos preços para reabastecer os estoques. Indústrias de ração e etanol, por sua vez, devem aumentar progressivamente suas coberturas de matéria-prima durante os momentos de correção nos preços.

Atualmente, a expectativa para o mercado de Chicago é de uma ligeira recuperação, com a alta dos preços se sustentando acima do suporte de US$ 4,55 por bushel, enquanto a resistência se aproxima de US$ 4,80.

No Brasil, os preços se mantêm em níveis elevados, impulsionados pela demanda da indústria de etanol, pela produção de proteína animal e pelas exportações. Apesar do aumento na oferta da segunda safra, a recomendação é evitar decisões precipitações e optar por operações escalonadas, alinhadas ao perfil de risco de cada produtor.

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