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Agronegócio
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Mercado de milho inicia semana com preços estáveis e baixa liquidez

Cautela domina compradores e vendedores diante da nova safra

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 07:40
Mercado de milho inicia semana com preços estáveis e baixa liquidez

O mercado de milho iniciou a semana com preços firmes, embora a liquidez permaneça baixa, enquanto compradores e vendedores demonstram cautela com o provável avanço da segunda safra e o aumento da oferta.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos futuros negociados na B3 apresentaram valorização nesta segunda-feira, impulsionados pelos preços em Chicago e pela cotação do dólar. Contudo, o mercado físico continua bastante focado na demanda interna.

Nos primeiros dias de julho de 2026, o Brasil embarcou 519,7 mil toneladas de milho, uma média diária de 64,9 mil toneladas, 38,6% menor em comparação ao mesmo período de 2025.

A queda na atratividade dos preços para exportação levou muitos produtores a priorizar a venda de soja, enquanto os compradores aguardam uma maior oferta de milho. Na B3, o contrato para julho de 2026 fechou a R$ 64,74 por saca, enquanto as ofertas para setembro e novembro ficaram em R$ 67,79 e R$ 71,14, respectivamente.

No Rio Grande do Sul, as cotações oscilam entre R$ 56 e R$ 64 por saca, com média de R$ 58,88. Já em Santa Catarina, os preços permanecem em torno de R$ 65, enquanto as ofertas rondam cerca de R$ 60. Por sua vez, no Paraná, apenas 10% da área da segunda safra foi colhida, um número significativamente menor que os 30% registrados em 2025, devido à umidade dos grãos.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita alcançou apenas 4% da área, em contraste com os 23% do ano anterior. A lentificação na colheita, a baixa disponibilidade imediata em algumas regiões e o suporte das cotações internacionais contribuem para a manutenção dos preços. Enquanto isso, compradores realizam aquisições para reposição imediata, mas aguardam um progresso mais sólido nas colheitas antes de aumentar os volumes negociados.

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