Mercado de milho no Brasil enfrenta ajustes e baixa na B3
Contratos futuros do milho nas principais praças produtoras têm desempenho lento.

O mercado brasileiro de milho começou a semana com ajustes significativos e um ritmo de negociação mais lento nas principais áreas de produção. Na B3, os contratos futuros de milho enfrentaram quedas na segunda-feira, refletindo uma correção após os ganhos recentes.
De acordo com a TF Agroeconômica, a redução dos preços foi impulsionada pela realização de lucros vinculada às perdas observadas nos mercados de Chicago na semana anterior e à valorização acelerada do dólar, que afeta a competitividade do grão brasileiro no exterior.
Outro fator a ser considerado é a iminente colheita da maior safra de milho já registrada na Argentina, que deve intensificar a concorrência nas exportações na região durante o segundo semestre do ano.
✨ Embarques brasileiros iniciam junho com aumento de 70,6% em comparação a 2025.
Apesar desse cenário desafiador, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que os embarques de milho do Brasil começaram o mês de junho em uma média de 31.515,4 toneladas por dia, superando as 18.476,7 toneladas diárias do mesmo período do ano passado.
Na B3, o contrato para julho de 2026 terminou cotado a R$ 65,46, apresentando uma queda de R$ 0,69 no dia, mas uma alta acumulada de R$ 0,29 na semana. Já o contrato para setembro de 2026 fechou a R$ 67,45, uma baixa de R$ 1,35, enquanto o de novembro de 2026 terminou a R$ 70,76, com recuo de R$ 0,80 neste dia.
No estado do Rio Grande do Sul, a liquidez continua baixa, com negociações pontuais e compradores já abastecidos. As cotações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com a média estadual fixada em R$ 59,27, apresentando um pequeno aumento de 0,87% na semana. A colheita na região já atingiu 98% da área cultivada, com resultados positivos e produtividade acima do esperado em algumas lavouras.
Em Santa Catarina, os preços se mantêm próximo de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00. No Paraná, o mercado está igualmente estagnado, com expectativas de mais ofertas devido à proximidade da colheita da segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, as oscilações de preços estão entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, mas a comercialização permanece limitada, e a atenção se volta para a umidade do solo.
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