Mercado de milho no Brasil opera com cautela diante de incertezas
Colheita da primeira safra avança enquanto desafios climáticos persistem

O mercado de milho no Brasil encerrou a segunda-feira em um clima de cautela, com os participantes divididos entre os avanços na colheita da primeira safra e as incertezas climáticas que cercam a segunda safra.
De acordo com a TF Agroeconômica, na B3 os contratos futuros tiveram um fechamento levemente negativo, refletindo interpretações variadas sobre a oferta de milho. Enquanto alguns observadores analisam os impactos da seca na safrinha, que pode resultar em rendimentos menores que o esperado, outros estão avaliando uma colheita de verão superior à projetada anteriormente.
✨ Uma consultoria revisou a estimativa da primeira safra, aumentando a previsão em 4%, para 28,6 milhões de toneladas, mantendo os números da segunda safra inalterados.
Por outro lado, há a expectativa de quedas na safrinha, especialmente em Goiás, onde as perdas podem oscilar entre 10% e 15% se as chuvas não ocorrerem de forma consistente nos próximos dias.
Os números dos vencimentos futuros na B3 refletem essa cautela. O contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,53, uma queda de R$ 0,42 no dia e R$ 1,39 na semana. O contrato de julho de 2026 subiu R$ 0,13, fechando a R$ 69,79, enquanto o vencimento de setembro de 2026 teve uma leve queda, encerrando a R$ 71,23, recuando R$ 0,39 no dia.
Situação nos Estados do Sul
Nos estados do Sul do Brasil, o mercado ainda apresenta liquidez reduzida. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a colheita atingiu 94% da área plantada, superando a média histórica, mas as transações comerciais permanecem pontuais. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca.
Em Santa Catarina, a colheita está praticamente completa, com 99% das plantações finalizadas, mas um descompasso entre as ofertas que giram em torno de R$ 75,00 e a demanda próxima de R$ 65,00 dificulta novas vendas.
No Paraná, as chuvas recentes melhoraram as condições da safrinha e minimizaram as perdas em lavouras afetadas pela falta de água, mas os preços pagos aos produtores ainda estão sob pressão.
Em Mato Grosso do Sul, uma maior disponibilidade de milho disponível resultou em quedas nos preços. Apesar de as chuvas terem beneficiado as lavouras, a compra continua sendo feita com cautela, e a recuperação dos preços vai depender de uma demanda mais ativa e de um desempenho melhor das exportações no segundo semestre.
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