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Agronegócio
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Mercado de milho no Brasil se mantém estável com riscos climáticos

Movimentos moderados marcam o fechamento do mercado na quinta-feira.

Gabriel Azevedo22 de maio de 2026 às 08:15
Mercado de milho no Brasil se mantém estável com riscos climáticos

O mercado de milho brasileiro concluiu a quinta-feira em um cenário de movimentos moderados, refletindo uma postura cautelosa entre os participantes devido à baixa liquidez e à preocupação com os impactos climáticos nas lavouras.

Segundo dados da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 apresentaram leve alta, mesmo em um contexto desfavorável em relação ao dólar e ao mercado de Chicago. O sentimento geral é de cautela, com o mercado atento a possíveis quebras de safra, embora não tenham ocorrido alterações drásticas nos preços, que permaneceram estáveis em uma faixa estreita.

Os contratos de julho de 2026 fecharam a R$ 67,25, enquanto setembro e novembro de 2026 encerraram a R$ 70,00 e R$ 72,80, respectivamente.

No Rio Grande do Sul, as transações no mercado físico continuam lentas, com preços variando de R$ 56,00 a R$ 65,00 por saca e uma média estadual de R$ 58,24, indicando uma leve alta de 0,28% na semana. Apesar da colheita alcançar 96% da área, as geadas pontuais afetaram as lavouras tardias, levando parte da produção a ser destinada à silagem.

Em Santa Catarina, a movimentação do mercado permanece restrita com cotações em torno de R$ 70,00 por saca. Contudo, a demanda dos compradores se situa em cerca de R$ 65,00, criando um impasse nas negociações devido à diferença de valores.

No Paraná, a pressão no mercado é atribuída a estoques elevados e a um perfil de compra seletivo, com as ofertas próximas de R$ 65,00 e a demanda em torno de R$ 60,00 CIF. A primeira safra já foi completamente colhida, mas a segunda safra apresenta uma leve deterioração em suas condições, com áreas boas baixando de 84% para 82%.

Por fim, em Mato Grosso do Sul, os preços estão variando de R$ 51,00 a R$ 53,00 por saca. Embora a oferta no mercado seja ampla, a cautela dos compradores mantém as transações em ritmo lento, apesar do suporte parcial vindo do setor de bioenergia.

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