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Agronegócio
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Mercado de milho no Sul e MS tem baixa liquidez e cotações voláteis

Cenário apresenta movimentos pontuais e cautela dos compradores

Fernanda Lima27 de abril de 2026 às 08:45
Mercado de milho no Sul e MS tem baixa liquidez e cotações voláteis

O mercado de milho nas regiões Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário desafiador, caracterizado pela baixa liquidez e negociações pontuais, refletindo a cautela dos compradores, mesmo com algumas movimentações de recuperação nos preços.

De acordo com dados da TF Agroeconômica, a disponibilidade de oferta no curto prazo é considerada confortável, enquanto os estoques elevados em várias áreas e a demanda seletiva contribuem para a atual situação. No Rio Grande do Sul, a atividade permanece morosa, com compradores já abastecidos e transações restritas. Os preços oscilam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média de R$ 58,18, representando uma leve alta de 0,31% em relação à semana anterior.

O dólar abaixo de R$ 5,00 pressiona a paridade de exportação, impactando a cautela da demanda.

Em relação à colheita da safra 2025/26, cerca de 90% da área foi colhida até agora, em comparação a 86% na semana anterior, embora ainda enfrente limitações devido às chuvas, especialmente na Metade Sul, refletindo uma produtividade média de 7.424 quilos por hectare.

Em Santa Catarina, o panorama também é de estagnação, com preços próximos a R$ 75,00 por saca e a demanda em torno de R$ 65,00, resultando em um mercado pouco dinâmico. Este descompasso entre o que é pedido e o que é oferecido continua a travar as negociações, apesar da disponibilidade interna mais ajustada. No Planalto Norte, as vendas estão entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca.

No Paraná, a pressão sobre os preços acentua o ritmo lento, com preços próximos de R$ 65,00 por saca e a demanda alcançando R$ 60,00 CIF. Os valores ao produtor diminuíram em várias localidades, incluindo Centro Oriental Paranaense, Oeste, e cidades como Cascavel e Londrina.

A situação em Mato Grosso do Sul, embora tenha mostrado uma leve recuperação nas cotações, que variam entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca, especialmente em Maracaju, ainda assim apresenta baixa liquidez. O segmento de bioenergia continua a prestar suporte aos preços, porém a escassez de demanda limita possíveis avanços sustentáveis.

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