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Agronegócio
2 min de leitura

Queda nos preços de carne suína persiste, apesar de exportações fortes

Mercado interno enfrenta pressão com excesso de oferta e demanda fraca

Carlos Silva16 de abril de 2026 às 10:20
Queda nos preços de carne suína persiste, apesar de exportações fortes

As exportações brasileiras de suínos alcançaram números recordes, porém os preços tanto do suíno vivo quanto da carne suína continuam a cair, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse fenômeno se deve a uma demanda doméstica em baixa, que permanece em evidência no início de abril.

Demanda fraca e competição no mercado

O Cepea destaca que a procura interna já se mostrava debilitada durante o mês de março, e essa tendência se manteve na primeira quinzena de abril. Além da diminuição do consumo, empresários do setor mencionam um ambiente competitivo acentuado, onde a oferta elevada de suínos contribui para a desvalorização dos preços.

Desvalorização do suíno vivo atinge mínimas históricas desde 2022.

Excesso de oferta e seus impactos

No período de 7 a 14 de abril, os preços do suíno vivo apresentaram uma das maiores quedas desde janeiro, evidenciando um excesso de oferta no mercado interno. Mesmo com a demanda externa em alta, o consumo doméstico não tem conseguido acompanhar a produção, pressionando os preços para baixo.

Preços em mínima histórica

Os preços do suíno vivo são os mais baixos em termos reais desde março de 2022, enquanto os valores da carne suína não eram tão baixos desde maio de 2020, considerando a inflação.

Esse cenário de elevada oferta e demanda interna enfraquecida continua a ser o principal fator que exerce pressão sobre os preços da carne suína no Brasil.

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