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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de milho: preços pressionados no Brasil apesar de alta externa

Internacionalmente, demanda firme dos EUA contrasta com oferta abundante na Argentina

Gabriel Azevedo27 de abril de 2026 às 07:40
Mercado de milho: preços pressionados no Brasil apesar de alta externa

O mercado global de milho apresenta um contraste entre a pressão de oferta no Brasil e um suporte consistente das exportações dos Estados Unidos. Dados da TF Agroeconômica indicam que, enquanto Chicago mostra uma tendência lateral com viés de alta, o cenário brasileiro se caracteriza por uma trajetória de baixa.

Cenário Internacional

No exterior, a demanda por milho americano tem se mostrado robusta, com um aumento de 28,36% nas exportações no acumulado anual. Esse cenário tem proporcionado um suporte às cotações na Bolsa de Chicago, apesar de algumas quedas isoladas. A semana recente na CBOT indica uma tendência estrutural de alta, embora o mercado ainda se encontre em um período de consolidação.

A seca nos Estados Unidos afeta 27% da área cultivada, podendo influenciar os preços futuramente se impactar a safra.

Cenário Doméstico

Em contrapartida, a produção na Argentina, com uma projeção de aumento de 30,75% para 67,6 milhões de toneladas, está contribuindo para uma oferta global crescente. A colheita argentina já alcançou 26,5% da área plantada, elevando a disponibilidade do cereal no mercado internacional, o que tende a pressionar ainda mais os preços.

No Brasil, a segunda safra está entrando no mercado, um fator que está pressionando os preços para baixo. A oferta interna em expansão está gerando um efeito negativo sobre os preços físicos, mantendo o mercado local em uma trajetória desvalorizada a curto prazo. As recentes quedas são atribuídas diretamente ao avanço da safra.

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O movimento do mercado nacional se dá em um canal de baixa, com tentativas de recuperação falhando consistentemente

análise da TF Agroeconômica.

Na Bolsa de Chicago, as cotações variam entre um suporte em US$ 4,40 por bushel e uma resistência em US$ 4,60 por bushel, com as últimas tentativas de romper essa faixa sem sucesso.

Produtores brasileiros devem buscar vender durante repiques, enquanto compradores devem se manter em aquisições graduais.

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