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Agronegócio
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Mercado de trigo reage a clima e tensões no Mar Negro

Mudanças nas cotações refletem fatores geopolíticos e climáticos

Carlos Silva07 de abril de 2026 às 08:15
Mercado de trigo reage a clima e tensões no Mar Negro

O mercado internacional de trigo apresentou uma movimentação mista no início da semana, afetado por condições climáticas nos EUA e pelo aumento das tensões na região do Mar Negro.

De acordo com a análise da TF Agroeconômica, o cenário foi marcado por realização de lucros nas posições curtas e preocupações geopolíticas, gerando ajustes nas expectativas de oferta.

Na Bolsa de Chicago, os contratos de curto prazo mostraram leve queda, com o trigo SRW para maio recuando 0,50%, enquanto julho caiu 0,49%. Em Kansas, a queda foi mais pronunciada, atingindo 1,22%, e em Minneapolis o recuo foi de 0,35%. No entanto, o contrato correspondente negociado em Paris manteve-se inalterado.

Os contratos de médio e longo prazo, por outro lado, mostraram sinais de sustentação, indicando expectativas variadas para as próximas safras.

As previsões de chuva nas Grandes Planícies dos EUA são um fator que pode favorecer as condições de cultivo, enquanto um ataque a um navio russo carregado de trigo no Mar de Azov gerou incertezas logísticas adicionais, aumentando a volatilidade no mercado internacional.

No Brasil, as cotações de trigo se mostraram firmes no Sul do país. No Rio Grande do Sul, as ofertas variam entre R$ 1.300 e R$ 1.320 por tonelada para entregas futuras, mas vendedores pedem valores mais altos, resultando em negócios limitados.

Contexto do Mercado

Em Santa Catarina, o abastecimento é sustentado pelo trigo do Rio Grande do Sul e pela produção local. No Paraná, existe uma disputa de preços entre compradores e vendedores, que variam entre R$ 1.300 e R$ 1.400 por tonelada, influenciados pela concorrência de produtos de outros estados e do Paraguai.

Além disso, o panorama do mercado também leva em conta a redução esperada na área plantada na Austrália, em decorrência do aumento significativo nos custos de insumos, o que pode afetar a oferta global nas próximas safras.

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