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Agronegócio
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Mercado de soja apresenta leve alta, mas continua sob pressão

Setor enfrenta desafios logísticos e custos elevados

Gabriel Azevedo20 de abril de 2026 às 07:45
Mercado de soja apresenta leve alta, mas continua sob pressão

O mercado da soja registrou uma leve recuperação em suas cotações diárias, encerrando a semana com alguns ganhos, mas ainda acumulando perdas significativas devido a problemas logísticos, altos custos e variáveis climáticas em regiões produtoras chave.

Análises da TF Agroeconômica indicam que essa oscilação foi impulsionada por ajustes técnicos, flutuações na taxa de câmbio e desafios operacionais nas lavouras. Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja fecharam com pequenas elevações no dia, mas o desempenho semanal permaneceu negativo.

Apesar da leve alta nas cotações, o mercado ignorou dados fracos de exportação, focando no atraso da colheita na Argentina e na valorização do real, que diminuiu o ritmo de vendas brasileiras.

Além disso, o preço do óleo de soja teve um leve recuo em função da desvalorização do petróleo, embora tenha mostrado valorização ao longo da semana. No Brasil, a colheita da safra está com andamento desigual, refletindo a influência das condições climáticas.

No Rio Grande do Sul, a colheita avançou de forma irregular devido ao excesso de chuvas, comprometendo a qualidade dos grãos e aumentando os custos com secagem e transporte. Em contrapartida, Santa Catarina apresenta uma demanda robusta da indústria de proteínas, porém a alta nos preços de diesel e energia limita a margem de lucro dos produtores.

O Paraná praticamente finalizou sua colheita, que foi considerada boa, mas ainda enfrenta dificuldades logísticas e altos custos de frete, o que cria uma diferença acentuada entre os preços praticados no interior e os do porto. Situação análoga é observada em Mato Grosso do Sul, onde os preços se mantêm tensionados devido ao escoamento difícil.

Em Mato Grosso, apesar da produção recorde, a combinação de alta oferta, problemas de infraestrutura e custos logísticos altos mantém os preços próximos a R$ 100 por saca em várias localidades. No MATOPIBA, os atrasos na colheita influenciam o plantio do milho safrinha, levando os agricultores a modificar suas estratégias.

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