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Agronegócio
2 min de leitura

Soja enfrenta mercado misto com quedas em Chicago e estabilidade no Brasil

Expectativas de colheita e custos logísticos impactam preços

Camila Souza Ramos04 de junho de 2026 às 07:10
Soja enfrenta mercado misto com quedas em Chicago e estabilidade no Brasil

O mercado de soja encerrou a quarta-feira enfrentando pressões externas em Chicago, além de exibições mistas nas praças brasileiras, resultando em um ambiente complicado para os produtores.

O clima favorável registrado nos Estados Unidos e a falta de novas compras da China contribuíram para a queda dos preços, com os custos logísticos ainda elevados. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT) foram encerrados no menor nível em dois meses.

Desempenho em Chicago

Na CBOT, o contrato de julho caiu 0,97%, fechando a US$ 11,54 por bushel, e a vagem de agosto recuou 0,92%, a US$ 11,5825 por bushel. O farelo de soja para julho também teve uma queda significativa de 1,66%, enquanto o óleo de soja apresentou uma leve alta de 0,38%, impulsionado pela valorização do petróleo e pela demanda interna nos EUA relacionada aos mandatos para biodiesel.

Situação nos estados produtores

No Rio Grande do Sul, o mercado físico se manteve estável, com o preço no Porto de Rio Grande a R$ 130,00 por saca. As colheitas chegaram a 99% da área plantada, com a produtividade média calculada em 2.871 quilos por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

No interior, Passo Fundo atingiu R$ 126,00 e Santa Rosa, R$ 127,00. Em Santa Catarina, onde a colheita já foi finalizada, o mercado apresenta calmaria, com o Porto de São Francisco do Sul cotando R$ 130,00, uma baixa de 0,76%.

O vazio sanitário foi definido entre 13 de junho e 21 de setembro de 2026, com o plantio autorizado a partir de 22 de setembro.

No Paraná, o Porto de Paranaguá permaneceu em R$ 130,00, mesmo diante de quedas no exterior. Os preços no mercado FOB em Cascavel chegaram a R$ 120,00, em Maringá R$ 121,00 e R$ 125,00 em Ponta Grossa.

Outras regiões

Com a colheita da primeira safra finalizada, o foco agora se volta para a produção de milho safrinha e cereais de inverno. Em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram estáveis, com Dourados a R$ 115,00 e Campo Grande a R$ 113,00.

Finalmente, em Mato Grosso, o preço médio caiu 0,22%, atingindo R$ 105,14, enquanto a tarifa de frete de Sorriso a Santos aumentou para R$ 514,78 por tonelada, o que limita a margem de lucro dos produtores nessa região.

Preços da soja estão sob pressão, com clima nos EUA e logísticas complicando a situação.

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