Produtores estão atentos às condições climáticas e à demanda portuária

O mercado de soja no Sul do Brasil mantém um ritmo cauteloso, com preços estáveis em importantes praças e uma liquidez baixa. A atenção dos produtores está voltada para as condições climáticas que podem impactar a nova safra.
De acordo com a TF Agroeconômica, a sustentação das cotações está relacionada à demanda portuária, ao câmbio e à resistência dos produtores em ampliar as vendas neste momento.
✨ No Rio Grande do Sul, a sessão de negociação terminou sem alterações nas principais referências físicas: Passo Fundo foi cotada em R$ 156,00 por saca, Santa Rosa em R$ 157,00 e Rio Grande em R$ 164,00.
A diferença favorável ao porto indica uma maior firmeza no corredor de exportação, enquanto a movimentação no interior do estado permanece baixa. Embora a valorização do dólar ajude a preservar a paridade de exportação, isso não tem sido suficiente para estimular uma originação mais intensa.
As condições climáticas são um ponto crucial nas decisões dos produtores. As previsões para a primavera indicam a possibilidade de chuvas frequentes, o que gera preocupação quanto ao excesso de umidade entre outubro e dezembro. Enquanto a oferta de água deve ser ampla, períodos de chuvas concentradas podem dificultar o trabalho dos maquinários e o plantio uniforme das lavouras.
Em Santa Catarina, o mercado físico também não apresentou alterações significativas. A influência do fenômeno El Niño é pauta de atenção, com expectativas de chuvas acima da média e risco de eventos climáticos extremos para a safra 2026/27.
Esse cenário reforça a cautela na comercialização, com os produtores monitorando a regularização das chuvas e as condições para o plantio e manejo. A postura de venda continua seletiva em ambos os estados, e sem pressão generalizada de oferta, pode-se esperar que as vendas avancem apenas quando preço e necessidade financeira se alinharem.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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