Mercado de soja sob pressão com incertezas nos EUA e China
Condições de oferta e clima impactam os preços globalmente

O mercado de soja enfrenta um cenário de acomodação, marcado pela divisão entre a pressão global de oferta e os riscos climáticos nos Estados Unidos.
De acordo com a análise da TF Agroeconômica, a recente frustração diplomática entre os Estados Unidos e a China, especialmente após um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping sem resultados concretos em compras de soja, impactou negativamente os preços. Aprimorou-se a liquidação de contratos em Chicago, acentuando a tendência de baixa no mercado.
✨ As vendas semanais de soja dos EUA caíram 28% em relação à semana anterior, somando apenas 102,1 mil toneladas.
Em termos de desempenho no ano comercial, as exportações americanas estão 18,5% atrás do registrado no mesmo período no ano passado. Outro ponto de pressão no mercado é a persistente preferência da China pela soja brasileira, o que dificulta uma recuperação robusta nos preços americanos.
A produção na América do Sul também impacta o mercado; a Bolsa de Rosário aumentou sua estimativa para a safra argentina, de 48 milhões para 50 milhões de toneladas, enquanto a Conab ajustou a safra brasileira para 180,13 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 116 milhões de toneladas.
Previsões de chuvas no Meio-Oeste americano sugerem a possibilidade de melhorar a umidade do solo, o que poderia mitigar alguns riscos climáticos no início da safra, embora possa atrasar o plantio. Além disso, o USDA informou que 28% da área plantada com soja está sob condições secas, superando os 17% do ano passado, com a piora mais acentuada nas Grandes Planícies.
Entre os poucos fatores que oferecem suporte ao mercado, destaca-se a venda diária de 252 mil toneladas de soja americana para destinos não divulgados e a redução nos estoques de óleo de soja, conforme indicado pela NOPA.
"A recomendação é de cautela, priorizando vendas graduais em momentos de alta em Chicago e no dólar para proteção de margem
Contexto
A sazonalidade e a volatilidade climática devem ser monitoradas, especialmente entre junho e agosto, para a safra 2026/27.
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