Tendência altista no médio prazo mesmo com correções no curto prazo em Chicago.

O mercado do trigo apresenta um cenário de movimentos distintos entre o ambiente internacional e o nacional, com correções no curto prazo em Chicago e preços físicos sustentados no Brasil. A análise semanal da TF Agroeconômica indica que, embora o mercado externo registre ajustes baixistas no curto prazo, a tendência geral continua altista no médio prazo.
Internacionalmente, os preços do trigo acumularam a segunda semana consecutiva de queda, influenciados pela realização de lucros por parte dos fundos de investimento, vendas externas fracas dos Estados Unidos e uma expectativa de oferta elevada no Mar Negro. As vendas semanais norte-americanas totalizaram 194,2 mil toneladas, abaixo das 313,5 mil toneladas da semana anterior, enquanto os estoques canadenses aumentaram para 6,65 milhões de toneladas, um avanço de 57% em relação ao ano anterior.
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Na bolsa de Chicago, o contrato de dezembro atingiu cerca de US$ 7,90 por bushel antes de recuar para a faixa de US$ 7,25. A resistência atua entre US$ 7,80 e US$ 7,90, enquanto US$ 7,20 se apresenta como o primeiro suporte. Apesar da pressão externa, a avaliação mantém uma estrutura ainda positiva para o médio prazo.
No Brasil, a menor disponibilidade de trigo e a demanda contínua sustentam os preços. No Paraná, os preços romperam a resistência de R$ 1.475 por tonelada, alcançando aproximação de R$ 1.490, indicando tendência de alta. Em contraste, o Rio Grande do Sul exibe um mercado mais estável, com preços consolidados entre R$ 1.355 e R$ 1.360 por tonelada.
Diante dessas condições, a recomendação é para vendas e compras escalonadas, evitando posições concentradas enquanto persistirem a restrição de oferta doméstica e os riscos externos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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