Colheitas avançam no Sul e indicam necessidade de atenção à qualidade devido às chuvas.

O mercado de trigo continua a registrar preços firmes e um ambiente de negócios escasso, enquanto há preocupações sobre os efeitos das chuvas na qualidade das lavouras no Sul do Brasil.
Conforme informações da TF Agroeconômica, os vendedores estão relutantes em reduzir seus preços, enquanto os moinhos avaliam os custos crescentes e monitoram o andamento da colheita.
✨ No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 1.450 e R$ 1.550 por tonelada FOB, refletindo a origem do produto, enquanto o valor CIF dificilmente fica abaixo de R$ 1.550.
Embora o mercado apresente preços elevados, transações têm sido realizadas, totalizando até 18 mil toneladas no dias recentes, embora colheitas em algumas áreas do Noroeste tenham reportado grãos chochos e presença de giberela.
No cenário externo, a precificação para dezembro está ao redor de R$ 1.270 por tonelada no porto, fato que continua pouco atrativo para muitos vendedores.
Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 72 por saca. Já em Santa Catarina, os moinhos estão bem abastecidos e focam no embarque de compras anteriores, com algumas vendas ocorrendo a R$ 1.520 por tonelada FOB.
No Paraná, produtores se esforçam para renegociar contratos, enquanto os preços do trigo tipo 1 estão indicados entre R$ 1.550 e R$ 1.600 por tonelada FOB, com preocupações contínuas sobre a qualidade devido às chuvas.
De acordo com o Deral, 75% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, mas também foram observadas 22% em estado médio e 3% em condições ruins, com 58% da área já atingindo a maturação.
Em nível nacional, a Conab sinaliza que 21,6% da área cultivada com trigo já foi colhida. O progresso tem sido desigual entre os estados, e a atenção se volta para os impactos da umidade e a pressão das doenças que afetam a qualidade.
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