Queda nas vendas é impactada pela alta nos custos e mudanças climáticas.

O mercado global de máquinas agrícolas está enfrentando um período de desaceleração, impulsionado pela redução da renda no campo, aumento dos custos de produção e os efeitos de eventos climáticos extremos.
Embora a demanda por novas tecnologias continue alta, produtores em vários países estão reduzindo ou adiando seus investimentos. Segundo Mariateresa Maschio, presidente da FederUnacoma, o aumento nos preços de matérias-primas e fertilizantes, somado aos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, contribui para a diminuição da produtividade agrícola devido às mudanças climáticas.
✨ De acordo com a entidade, isso também afeta a erosão do solo, a instabilidade das áreas produtivas e a infraestrutura hídrica.
O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado, evidenciando uma tendência que tem se mantido nas últimas décadas, resultando em eventos meteorológicos e climáticos extremos mais frequentes. O primeiro semestre de 2026 registrou uma queda nas vendas de máquinas agrícolas: 14% nos Estados Unidos, 10% no Canadá e 16% no Brasil, onde cerca de 20 mil unidades foram vendidas.
Na Europa, as vendas tiveram uma leve alta de 1,5%, mas países como Alemanha, França e Itália relataram retração. A Turquia enfrentou uma queda de 55%, enquanto a Índia apresentou um crescimento de 41%, com 685 mil unidades comercializadas.
Mariateresa Maschio concluiu que, nesse contexto, a EIMA International destaca-se como uma plataforma de negócios capaz de unir todos os componentes das cadeias agroindustriais globalmente, além de facilitar o compartilhamento de informações e estratégias para a inovação na agricultura.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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