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    Agronegócio
    2 min de leitura

    Milho apresenta queda nos futuros, mas preços físicos resistem em agosto

    Mercado agrícola reflete colheita avançada e oferta crescente

    Gabriel RodriguesAtualizado 04 de agosto às 10:15
    A
    Milho apresenta queda nos futuros, mas preços físicos resistem em agosto
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    O mercado de milho iniciou agosto com uma queda nos contratos futuros, enquanto os preços físicos demonstraram mais resiliência em meio a uma oferta crescente, de acordo com análise da TF Agroeconômica.

    Na B3, a primeira sessão do mês fechou em baixa, refletindo uma colheita atrasada, mas quase 70% das áreas plantadas já foram colhidas, aumentando a disponibilidade do produto e pressionando as cotações.

    Embora os contratos futuros tenham registrado quedas, o mercado físico apresentou um comportamento mais contido. O indicador ESALQ/BM&FBovespa, em Campinas, registrou um aumento próximo a 3% em julho até o dia 30, conforme os dados do Cepea.

    ✨ Compradores permanecem cautelosos, aguardando maior oferta da segunda safra.

    Os compradores estão mais retraídos, aguardando uma oferta maior da segunda safra, enquanto os vendedores estão negociando apenas para gerar caixa ou liberar espaço nos armazéns.

    Na B3, o contrato de setembro de 2026 foi registrado a R$ 68,74, com uma queda de R$ 0,46. Para novembro, o valor final foi de R$ 73,65, uma redução de R$ 0,25, enquanto janeiro de 2027 fechou a R$ 76,81, com uma baixa de R$ 0,48.

    Nos estados produtores, a atividade também está moderada. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 58 e R$ 63 por saca, com as exportações ajudando a aliviar a pressão de oferta.

    A Emater reportou uma produção de 5,98 milhões de toneladas para a safra 2025/26. Em Santa Catarina, os vendedores mantêm preços em torno de R$ 60, enquanto os compradores propõem cerca de R$ 55.

    No Paraná, a colheita já cobre 40% da área plantada. O Departamento de Economia Rural (Deral) revisou a previsão da segunda safra para 17,05 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, os preços estão entre R$ 48 e R$ 50 por saca, com 37% da área já colhida.

    A demanda da indústria de bioenergia tem absorvido parte da produção, ajudando a conter uma queda mais significativa nos preços do milho.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio

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