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Agronegócio
2 min de leitura

Milho brasileiro: preços em queda e baixa liquidez no mercado

Mercado pressionado por incertezas e aumento da oferta prevista.

Carlos Silva02 de junho de 2026 às 07:45
Milho brasileiro: preços em queda e baixa liquidez no mercado

O mercado de milho no Brasil enfrenta uma semana complicada, com quedas nas cotações e baixa atividade de compras no mercado físico, impactando diversas regiões produtoras.

Influências do Mercado

De acordo com a TF Agroeconômica, a redução nos preços está alinhada com os desfalques observados em Chicago e a queda do dólar, em um contexto onde os compradores estão retraídos. Há uma expectativa de aumento na oferta nas próximas semanas, o que mantém a tensão no setor.

Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 65,17, com recuo diário de R$ 0,26.

Os contratos futuros encerraram a segunda-feira em baixa. O vencimento para setembro de 2026 teve preço de fechamento a R$ 67,75, representando uma diminuição de R$ 0,38 no dia e R$ 1,75 na semana. Já o contrato de novembro de 2026 terminou em R$ 70,80, com recuo de R$ 0,25 no dia e R$ 1,82 na semana.

Situação Regional

A pressão de vendas se intensifica na falta de compradores ativos no mercado spot, assim como pelo início da colheita da segunda safra de 2025/26, que acontece principalmente no Paraná e em Mato Grosso. Espera-se que a disponibilidade aumente a partir de junho, o que poderia afastar ainda mais a demanda.

Apesar das preocupações relacionadas ao clima em Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, essas incertezas não foram suficientes para impedir a queda nos preços. No Rio Grande do Sul, a comercialização permanece limitada, com preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, registrando uma média de R$ 58,76, resultando em um aumento semanal de 0,89%.

A colheita já alcançou 98% da área prevista, superando as expectativas iniciais de produtividade. Em Santa Catarina, a colheita foi concluída em um ritmo superior ao histórico, com pedidos próximos a R$ 70,00 e demanda em torno de R$ 65,00, dificultando as transações.

No Paraná, a atividade mercado permanece fraca, e as geadas começam a afetar as projeções para a segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, a proximidade da colheita da safrinha e a oferta elevada continuam pressionando os preços para baixo.

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