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Agronegócio
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Milho em Chicago recupera parcialmente, mas custos pressionam no Brasil

Aumento dos gastos de produção impacta rentabilidade em Mato Grosso

Acro Rodrigues29 de junho de 2026 às 12:15
Milho em Chicago recupera parcialmente, mas custos pressionam no Brasil

O preço do milho na Bolsa de Chicago apresentou uma leve recuperação, encerrando a semana em US$ 4,14 por bushel, após atingir um valor mínimo de US$ 4,07, o mais baixo desde setembro de 2025. Contudo, os custos de produção continuam a ser uma preocupação significativa para os agricultores brasileiros, especialmente em Mato Grosso.

Dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) indicam que os preços internos se mantiveram estáveis entre 19 e 25 de junho de 2026, ao mesmo tempo que a colheita da safrinha avançava e as despesas no cultivo cresciam.

Os embarques de milho dos Estados Unidos totalizaram 1,45 milhão de toneladas, refletindo um modesto desempenho em comparação com as expectativas do mercado.

No Brasil, os preços nos principais mercados, como no Rio Grande do Sul, ficaram em torno de R$ 58,00 por saco, enquanto as demais regiões apresentaram variações de R$ 40,00 a R$ 59,00 por saco. Em Mato Grosso, a colheita da safrinha já cobrira 20,9% da área cultivável, estimando-se uma produtividade média de 120,3 sacas por hectare e uma produção total de 53,4 milhões de toneladas.

Ainda que a colheita avance, os custos de produção continuam a apresentar grande desafio. Um estudo do Senar MT indicou que o custo da safra 2026/27 seria de R$ 3.799,42 por hectare, representando um aumento de 14,46% em relação ao ano passado. Para viabilizar a produção e cobrir as despesas, os agricultores precisam que o preço do milho chegue entre R$ 50,00 e R$ 55,00 por saco, enquanto atualmente recebem entre R$ 38,00 e R$ 44,00.

Os aumentos nos preços dos fertilizantes e outros insumos representam 29,6% dos custos operacionais, agravando a situação financeira dos produtores. Além disso, a pressão logística se intensifica, pois mesmo com a maior capacidade de armazenamento de grãos do Brasil em Mato Grosso, apenas 52% da produção local está adequadamente armazenada.

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