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Agronegócio
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Milho fecha em baixa na Bolsa de Chicago e Brasil registra alta lenta

Queda de preços em Chicago e variação no Brasil refletem mercado global

Fernanda Lima05 de junho de 2026 às 11:40
Milho fecha em baixa na Bolsa de Chicago e Brasil registra alta lenta

Na última quinta-feira (4), o milho registrou uma desvalorização na Bolsa de Chicago, terminando a semana a US$ 4,23 por bushel, seu menor preço desde janeiro de 2026. Essa queda segue a tendência geral das commodities agrícolas.

A diminuição no valor, que passou de US$ 4,55 para US$ 4,23 por bushel em uma semana, é atribuída a condições climáticas favoráveis e ao bom avanço do plantio nos Estados Unidos, onde 93% da área prevista estava semeada até 31 de maio.

Performance do plantio nos EUA

Dentre as lavouras plantadas, 76% já haviam germinado, com 67% apresentando condições boas a excelentes. As exportações de milho dos EUA somaram 883 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio, com o Japão sendo o principal cliente. Apesar disso, a atenção do mercado global permanece voltada para as condições climáticas e os próximos relatórios sobre oferta e demanda.

Situação do milho no Brasil

No Brasil, a realidade é diferente, com preços mostrando uma tendência de alta, embora de forma lenta. Dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA indicam valores que variam de R$ 42,00 a R$ 61,00 por saca, sendo R$ 58,00 o preço médio no Rio Grande do Sul.

A colheita da safrinha está começando a influenciar o mercado, com 2,4% da área no Centro-Sul colhida até 28 de maio, liderada pelo Mato Grosso, que espera uma produção de 52,6 milhões de toneladas. A previsão total para a safrinha nacional é de 106 milhões de toneladas.

Exportações brasileiras de milho aumentaram 543% em maio, atingindo 250.449 toneladas.

Apesar do crescimento no volume de exportação, o valor médio por tonelada caiu 42,9%, passando de US$ 467,10 em maio de 2025 para US$ 266,60 em maio de 2026. À medida que a colheita avança, o mercado interno deverá ficar atento às novas ofertas disponíveis, já que estimativas de produção podem variar.

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