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Agronegócio
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Milho segunda safra: Famato defende crédito para o setor produtivo

Famato destaca importância do milho e propõe novas políticas para o agro

Tiago Abech08 de junho de 2026 às 15:45
Milho segunda safra: Famato defende crédito para o setor produtivo

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) ressaltou a relevância do milho na segunda safra para a economia do estado e pediu por políticas de crédito que assegurem o suporte financeiro, planejamento e competitividade aos produtores rurais.

Este posicionamento foi exposto na Abertura Nacional da Colheita do Milho Segunda Safra, que ocorreu na Estância VN, em Querência, região leste de Mato Grosso. O encontro contou com a presença de agricultores, líderes políticos, empresários e representantes do setor agropecuário, abordando temas como desafios enfrentados pelo agronegócio, acesso ao crédito, custo da produção e inovações.

O milho se tornou fundamental na geração de renda e no desenvolvimento agroindustrial do Mato Grosso.

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Estamos vivendo um momento em que o milho passa a ser transformado em energia renovável aqui em Mato Grosso. Isso mostra a força da nossa produção e a capacidade do produtor mato-grossense de entregar volume, qualidade e eficiência.

Vilmondes também mencionou que a chegada de indústrias de transformação promoverá um aumento significativo na demanda pelo milho. Ele destacou o impacto positivo da verticalização e da industrialização do setor agropecuário, com a expectativa de que o número de indústrias que processam milho em Mato Grosso praticamente dobre nos próximos anos.

Durante o evento, o presidente da Famato enfatizou a necessidade de implementar medidas que aliviem a carga de endividamento dos agricultores, alinhando-se ao contexto do PL 5.122/2023, que busca criar uma linha especial de crédito para renegociação de dívidas.

Contexto

A Famato representa mais de 33 mil produtores rurais em Mato Grosso e tem buscado garantir resultados práticos através de diálogos com os poderes públicos.

Cleiton Gauer, superintendente da Famato e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontou um cenário favorável para a safra de milho, com projeções de uma produtividade de 120,28 sacas por hectare, resultando em uma produção estimada em 53,349 milhões de toneladas.

Nos últimos anos, o cultivo do milho na segunda safra se consolidou como uma estratégia crucial para os produtores de Mato Grosso, permitindo a rotação de culturas e a maximização de recursos.

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Desde os anos 2000, o produtor aprendeu a se encaixar muito bem no sistema produtivo de segunda safra, cultivando soja na primeira safra e milho na sequência, na mesma área.

O presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, elogiou as condições climáticas favoráveis e mencionou que o evento permitiu debater questões cruciais para os agricultores. Irio José Guisolphi, dono da Estância VN, que hospedou a abertura, também enfatizou a rentabilidade que o milho tem proporcionado aos agricultores da região.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, avaliou a importância da agroindustrialização para o futuro econômico do estado, afirmando que a capacidade produtiva da região é única.

O evento contou ainda com a presença de diversas autoridades, entre elas o vice-presidente da Famato, Ilson Redivo, e diretores de sindicatos rurais da região.

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