Minas Gerais Avança em Parcerias para Processamento de Terras Raras com Tecnologias da Europa e EUA
A St George Mining fortalece o Projeto Araxá com novos acordos internacionais, buscando inovação e valor agregado na indústria brasileira.

Na última terça-feira, a mineradora St George Mining anunciou progressos significativos para o Projeto Araxá, situado em Minas Gerais, por meio de novos acordos de colaboração internacional. Com o intuito de aprimorar o processamento de terras raras, a empresa firmou um memorando de entendimento com a espanhola Técnicas Reunidas, um referencial global em engenharia.
Colaboração Internacional
Essa aliança prevê a realização de testes com amostras das terras raras extraídas de Araxá, que visam identificar a rota industrial mais eficiente e rentável para o desenvolvimento do projeto. A investigação inclui desde misturas de concentrados até a eventual separação de óxidos de neodímio e praseodímio, elementos cruciais para a fabricação de ímãs de alto desempenho.
"Esses testes vão além da mera extração mineral, focando na estruturação da fase industrial que se seguirá
✨ A separação de óxidos individuais propõe um avanço tecnológico significativo e aumenta o valor do projeto.
Contexto
A Europa e os Estados Unidos buscam reduzir a dependência da China para garantir a segurança de suas cadeias produtivas de terras raras.
Com a colaboração da Técnicas Reunidas, o Projeto Araxá ganha uma projeção internacional, permitindo que Minas Gerais se posicione como um importante fornecedor de terras raras em um cenário global. A companhia espanhola lidera a iniciativa PERMANET, financiada pela União Europeia, que trabalha para estabelecer uma cadeia de fornecimento de ímãs permanentes na Europa.
Além da parceria com a Técnicas Reunidas, a St George Mining também está em tratativas com a americana REalloys para um possível contrato de offtake, o que pode assegurar a venda de até 40% da produção de terras raras do projeto.
No Brasil, a mineradora se envolve em duas frentes: um acordo com a iniciativa MagBras, que visa consolidar a produção de ímãs permanentes em território nacional, e colaborações com o SENAI e o BNDES, fazendo parte de um esforço conjunto para fortalecer a independência do país em relação a insumos críticos.
O depósito de Araxá, que combina terras raras e nióbio, apresenta um potencial significativo com reservas estimadas em 70,91 milhões de toneladas, contendo uma concentração média de 4,06% de terras raras. Este teor é considerado elevado, especialmente fora da China, o que abre caminhos para futuras explorações e otimizações na produção.
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