Descompasso entre preços de vendedores e moinhos dificulta mercado.

O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta um cenário de negociações lentas, resultado da divergência entre os preços desejados pelos vendedores e os valores aceitos pelos moinhos. Esse descompasso reflete as dificuldades na venda de farinha e o cenário econômico cauteloso da indústria.
No Rio Grande do Sul, a comercialização está quase paralisada. Produtores pedem cerca de R$ 1.350 por tonelada, mas os moinhos argumentam que esses preços são inviáveis para sua operação. Com estoques garantidos até maio e parte de junho já negociada, a atuação dos compradores tem sido limitada para evitar pressão sobre os preços.
✨ A farinha enfrenta desafios na comercialização, com preços elevados e pouca margem para reajustes.
Em Santa Catarina, o mercado permanece lento, dependente das vendas de farinha. Os preços do trigo variam, com ofertas do Paraná e Rio Grande do Sul alcançando R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto o trigo de Santa Catarina está em torno de R$ 1.300 FOB.
No Paraná, as operações também são limitadas, com moinhos oferecendo entre R$ 1.370 e R$ 1.430 CIF para junho. Para a nova safra, os compradores esperam pagar entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro.
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