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Agronegócio
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Novo cronograma do crédito rural traz alívio aos produtores

Mudanças no Prodes proporcionam mais tempo para adequação dos agricultores

Gabriel Rodrigues13 de maio de 2026 às 11:30
Novo cronograma do crédito rural traz alívio aos produtores

A recente atualização nas exigências do crédito rural traz esperança para o setor agrícola brasileiro, enfrentando dificuldades geradas por falhas no sistema Prodes, que anteriormente dificultava a concessão de empréstimos devido a um monitoramento inadequado.

A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de adiar as exigências do Prodes, conforme a Resolução nº 5.303, é um passo importante que visa corrigir uma aplicação errônea das normas ambientais. Na prática, a tecnologia utilizada para monitoramento de desmatamento falhou ao não diferenciar práticas agrícolas sustentáveis de atividades ilegais.

Esse erro resultou em um aumento das negativas de crédito a produtores que seguem as regulamentações, afetando a geração de alimentos no país. O sistema era incapaz de distinguir atividades legítimas, como a reforma de pastagens e o manejo de culturas, do desmatamento ilegal.

A nova abordagem escalonada reconhece a necessidade de adaptação, permitindo aos agricultores tempo suficiente para se ajustarem às exigências.

Com a nova resolução, o cronograma de exigências do Prodes foi dividido por módulos fiscais, estendendo os prazos para diferentes categorias de propriedades. Por exemplo, grandes propriedades têm até janeiro de 2027 para atender às exigências, enquanto médias e pequenas propriedades recebem prazos até julho e janeiro de 2028, respectivamente.

Com essas mudanças, o governo também reconheceu a necessidade de aceitar outros documentos que comprovem a regularidade ambiental dos agricultores, como os Termos de Compromisso Ambiental, facilitando a obtenção de crédito agrícola e evitando perdas nas janelas de plantio.

É fundamental que a tecnologia utilizada no monitoramento ambiental sirva para apoiar a agricultura legal e sustentável, garantindo a continuidade das atividades produtivas no Brasil.

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