Voltar
agricultura
2 min de leitura

Renegociação de dívidas rurais tem nova abordagem do governo

Ministro Dario Durigan propõe critérios mais claros para produtores.

Giovani Ferreira21 de maio de 2026 às 05:10
Renegociação de dívidas rurais tem nova abordagem do governo

O governo, por meio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na quarta-feira, 20 de maio, uma nova abordagem para a renegociação das dívidas rurais, com foco em critérios mais objetivos que assegurem acesso ao programa apenas a quem realmente precisa.

Durigan se reuniu com o relator do projeto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e outros parlamentares para revisar a proposta que ainda está em elaboração. A previsão é que a proposta seja apresentada entre o final desta semana e o começo da próxima, com a intenção de ser votada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Nova proposta amplia prazo de pagamento para até dez anos e inclui carência de até dois anos.

O ministro também destacou que sua equipe ajustou o prazo de pagamento, que passou de seis para dez anos, com um período de carência que foi ampliado de um para até dois anos. Contudo, os produtores precisarão manter o pagamento dos juros desde o início do contrato. Além disso, o projeto incluirá a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, com recursos públicos e privados.

Contexto sobre o fundo garantidor

O fundo garantidor funcionará semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas focado no agronegócio, buscando fortalecer o setor em tempos de crise.

Embora Durigan não tenha especificado se haverá investimento inicial da União, ele afirmou que o governo está comprometido em criar as condições para o funcionamento desse fundo, que contará com a participação de bancos e agricultores. Esta iniciativa visa dar robustez ao crédito rural e melhorar as condições de acesso durante períodos de adversidade econômica.

Recentemente, Renan Calheiros negou os números apresentados pelo governo, afirmando que o projeto se concentra apenas nas 'dívidas estressadas' do setor rural, que somam cerca de R$ 170 bilhões, incluindo dívidas atrasadas e renegociadas. Ele observou que a estimativa de custo fiscal de R$ 100 bilhões em dez anos não reflete a realidade do setor.

A proposta também permitirá que produtores de municípios afetados por eventos climáticos extremos, ou que tenham enfrentado dificuldades de produtividade entre 2012 e 2025, possam se beneficiar. Além disso, vai abranger tanto dívidas regularizadas quanto inadimplentes, incluindo operações como Cédulas de Produto Rural (CPRs).

O governo acredita que essas mudanças podem incentivar uma adesão significativa ao programa, mesmo por parte de produtores que não apresentaram perdas substanciais, devido às condições mais favoráveis propostas.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de agricultura