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Agronegócio
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Novo modelo de seguro rural depende de aprovação de projeto no Congresso

Proposta busca modernizar seguro rural no Plano Safra 2026/27

Gabriel Rodrigues08 de abril de 2026 às 12:55
Novo modelo de seguro rural depende de aprovação de projeto no Congresso

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, anunciou hoje que um novo modelo de seguro rural está pronto para ser introduzido no Plano Safra 2026/27. No entanto, sua implementação depende da aprovação do projeto de lei 2.951/2024, proposto pela senadora Tereza Cristina.

A proposta visa vincular a contratação do seguro rural aos financiamentos com recursos controlados, proporcionando uma gestão de riscos de caráter nacional. Durante um evento em Brasília, Campos enfatizou que a implementação do seguro deve ter custos adequados à realidade do setor para ser efetiva, afirmando: "Se o seguro não tiver custo mais adequado à realidade, vai ficar só patinando."

Secretário destaca que a reforma é fundamental para dar segurança aos produtores e evitar ineficiências.

Apesar da possibilidade de uma implementação rápida, o secretário alertou sobre a necessidade de um arcabouço legal que permita as mudanças. Ele instou o setor produtivo e as seguradoras a pressionarem o Congresso pela aprovação do projeto de lei, ressaltando: "Bota pressão, porque na política só vai andar na base da pressão."

Contexto

A proposta de novo modelo de seguro rural busca atualizar a política de subvenção ao prêmio do seguro, mas depende de mudanças legislativas.

Guilherme Campos criticou a eficácia do modelo atual, que considerou ineficiente. Ele afirmou que as constantes alterações orçamentárias e cancelamentos prejudicam a segurança dos produtores. "Se não houver mudança na lógica, continuaremos da mesma forma," avaliou.

O secretário refletiu sobre a importância do seguro rural como uma questão de Estado: "Se o Estado não assumir protagonismo, estaremos ano após ano correndo atrás de renegociações, deixando o produtor em situação de fragilidade na tomada de investimento." A falta de prioridade na política de seguros foi um ponto destacado por Campos como um obstáculo que precisa ser superado.

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