Medida busca atenuar impactos da guerra e aumento de energia nos custos agrícolas.

O governo federal está considerando implementar um sistema de subsídios para fertilizantes durante o Plano Safra 26/27, com o intuito de mitigar os efeitos de altos custos provocados por fatores externos, como conflitos bélicos e aumento nos preços de energia.
Essa estratégia pode adotar um modelo similar ao aplicado para setores impactados pela guerra no Oriente Médio, utilizando crédito subsidiado para reduzir os preços finais ao produtor.
✨ A proposta inclui a criação de uma linha de crédito com condições favoráveis, semelhante a medidas já adotadas em outros setores.
A equipe técnica, responsável pela sugestão, avalia que, neste momento, não há urgência para um plano emergencial, visto que os agricultores já compraram os fertilizantes para o plantio nos próximos dois meses, até o lançamento do novo Plano Safra.
Esta discussão se insere em um contexto de ações governamentais já implantadas para controlar os efeitos inflacionários provocados pela guerra. Recentemente, foi anunciado um pacote que inclui desoneração fiscal e linhas de financiamento para setores mais afetados por essas pressões.
Por exemplo, a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e a criação de linhas de crédito específicas têm como alvo amortecer os impactos diretos nos preços ao consumidor.
Além disso, foi instituída a Medida Provisória 1345/26, que disponibiliza até R$ 15 bilhões em crédito para empresas atingidas pela instabilidade internacional, um esforço voltado para amenizar os picos inflacionários.
Enquanto isso, a administração também busca soluções a longo prazo para diminuir a dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes, que atualmente representa cerca de 85% do consumo nacional.
Os técnicos consideram essencial incentivar a produção interna de fertilizantes para mitigar vulnerabilidades recorrentes em crises globais, como as evidenciadas durante a pandemia e o conflito na Ucrânia.
O governo estuda a criação de linhas de financiamento baratas através do BNDES, visando fortalecer a produção local e reduzir os impactos de flutuações internacionais nos preços dos insumos.
Essa abordagem pode estruturar o setor e minimizar crises futuras no abastecimento e no custo de fertilizantes.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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