Ondas de calor extremo impactam armazenagem de grãos no Brasil
Mudanças climáticas exigem novas técnicas para preservar grãos

As ondas de calor extremo estão transformando a rotina de armazenagem de grãos no Brasil, elevando desafios para a conservação das colheitas. Conforme boletins do Instituto Nacional de Meteorologia, temperaturas anormalmente altas têm se tornado comuns na América do Sul, exigindo maior atenção nas práticas de ventilação e monitoramento de silos.
Desafios da Armazenagem Diante do Calor
Esse novo cenário gera um desequilíbrio térmico nos grãos armazenados, tornando insuficientes os métodos tradicionais de inspeção. O gerenciamento da armazenagem agora requer táticas mais avançadas para manter a qualidade dos produtos. Guilherme Zílio, engenheiro da AGI Brasil, ressalta que as consequências do calor vão além do aumento da temperatura nos silos.
✨ Estudos indicam que o estresse térmico acelera a respiração dos grãos, diminuindo seu peso e aumentando a umidade.
Zílio menciona que pesquisas da Embrapa mostram que o estresse prolongado consome reservas de carboidratos nos grãos, o que não só reduz seu peso, mas também eleva a umidade interna dos silos. Essa mudança cria locais de deterioração rápida, favorecendo o surgimento de fungos e insetos, o que compromete a qualidade e o valor comercial dos grãos.
A Necessidade de Novos Sistemas de Ventilação
Com o agravamento das condições climáticas, a ventilação das estruturas de armazenagem também foi afetada. O uso indiscriminado de ventiladores durante ondas de calor poderia introduzir ar quente e úmido nos silos, intensificando a instabilidade térmica. "Precisamos não apenas mover o ar, mas entender as condições ideais para cada situação", afirma Zílio.
Sistemas com engenharia preditiva têm se destacado ao alinhar dados de temperatura, umidade e ponto de orvalho, para identificar o momento correto de operar os exaustores. A automação no monitoramento é fundamental para mitigar perdas provocadas pelas altas temperaturas.
A tecnologia como o BinManager, além de revestimentos melhorados para silos, visa enfrentar o estresse térmico. Com a automação do controle de temperatura e condições atmosféricas, o produtor recupera controle sobre a qualidade dos grãos, garantindo proteção ao seu investimento.
Rastreabilidade e Qualidade do Grão
Em operações de grande escala, pequenas mudanças de temperatura podem ser sinais de atividade biológica ou acúmulo de umidade nos silos. O acompanhamento contínuo possibilita intervenções rápidas para manter a qualidade dos lotes conforme as normas de classificação.
"A armazenagem agora é uma etapa ativa na preservação de margem financeira. O controle térmico impacta diretamente no preço dos grãos recebidos pelos produtores.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Santa Catarina enfrenta crise de milho na produção de aves e suínos
Déficit significativo de milho impacta setor agropecuário local

Pesquisas brasileiras abordam descarbonização em evento na Europa
Estudos revelam caminhos para reduzir emissões na agricultura e transporte

Bahia Farm Show 2026 fortalece agronegócio na Bahia
Luís Eduardo Magalhães se destaca como centro agrícola nacional

Embrapa marca presença na São Paulo Innovation Week com inovações agrícolas
Evento destacará avanços no agronegócio e tecnologias agrícolas





