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Agronegócio
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Plano Safra 2026/2027 aumenta recursos, mas críticas persistem

Novas condições financeiras geram insatisfação entre arrozeiros gaúchos

Acro Rodrigues30 de junho de 2026 às 18:30
Plano Safra 2026/2027 aumenta recursos, mas críticas persistem

O governo federal divulgou o Plano Safra 2026/2027, que aumenta em R$ 9 bilhões os investimentos voltados à agricultura empresarial, subindo de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Embora haja um incremento nos recursos, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) expressou preocupação, apontando que as novas condições ainda não atendem as exigências do setor.

Do montante total, R$ 384,9 bilhões serão alocados ao custeio e à comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões serão voltados a investimentos. Comparando com o ciclo anterior, nota-se uma diminuição de R$ 29,8 bilhões nos recursos destinados a custeio e comercialização, contraposta a um aumento de R$ 38,7 bilhões para investimentos.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o setor esperava condições mais favoráveis para o financiamento. Ele destacou que os juros permanecem altos, com uma taxa de 12,5% para a agricultura empresarial, quando a expectativa era de um patamar abaixo de um dígito.

Além das taxas de juros, Nunes enfatizou a importância de entender como os recursos serão operacionalizados e como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) se desenvolverá, visto que é considerado crucial para o setor.

A capacidade das instituições financeiras de captar recursos para concessão de crédito é uma preocupação em meio a um cenário econômico complicado.

Outro tema pertinente é o endividamento dos produtores, sendo a resolução do Projeto de Lei nº 5.122 e outras ações governamentais fundamentais para que arrozeiros consigam acessar as linhas de crédito disponíveis na próxima safra. Nunes ressalta que, sem a renegociação das dívidas, muitos produtores ficarão sem a possibilidade de obter financiamento rural.

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