Setor agrícola se prepara para safra desafiadora após conflitos globais.

Os produtores brasileiros estão enfrentando um momento desafiador, caracterizado por desafios operacionais em decorrência de crises geopolíticas e custos elevados. Mauro Osaki, pesquisador do Cepea, atribui a resiliência do setor à sua capacidade de operar fora da zona de conforto.
O cenário atual é crítico, com a guerra entre Estados Unidos e Israel influenciando diretamente os preços de insumos essenciais, como fertilizantes e combustíveis, o que deve impactar negativamente a próxima safra.
✨ Custos de produção deverão aumentar de 6% a 7% na safra 26/27, segundo especialistas.
A previsão para a soja é alarmante, podendo enfrentar uma das piores rentabilidades da última década. Osaki alerta que, se a produtividade se manter e o preço do grão se estabilizar em torno de R$ 100, as margens de lucro poderão ser as mais baixas em 15 anos.
A crise é amplamente atribuída a fatores externos, como o conflito no Estreito de Ormuz, que afeta o abastecimento global de insumos agrícolas, comprometendo a competitividade do Brasil em relação a outros grandes produtores.
Além dos desafios externos, a atuação do governo também é uma preocupação, com mudanças tributárias que podem elevar ainda mais os custos operacionais dos produtores. Osaki destaca que isso pode levar a um colapso para muitos setores produtivos.
A situação climática também gera apreensão, especialmente com a previsão da ocorrência do fenômeno El Niño, que pode trazer mais dificuldades para os agricultores, especialmente em estados como o Rio Grande do Sul.
"O Rio Grande do Sul enfrenta a situação mais crítica. Os produtores lá estão preocupados com a questão: 'vou perder menos de quanto?'.
Diante desses desafios, o agronegócio brasileiro se vê obrigado a reafirmar sua resiliência, adaptando-se a um cenário complicado que exige inovações e estratégias eficazes.
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