Avanço é desigual devido à umidade do solo e chuvas.

O plantio de milho no Rio Grande do Sul avança de forma desigual nesta safra 2026/27, prejudicado por um excesso de umidade no solo e chuvas constantes que afetam o acesso de máquinas em diferentes regiões.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as áreas que já foram semeadas estão passando por suas fases iniciais e já começaram a se desenvolver, enquanto a expectativa é que as operações ganhem ritmo com a abertura de novas janelas de tempo seco.
Embora as atividades de semeadura estejam em andamento, o progresso ainda depende da diminuição da umidade do solo. Em algumas áreas, as chuvas comprometem a plantabilidade e limitam o acesso do maquinário, enquanto as lavouras já implantadas evoluem nas etapas de emergência e desenvolvimento, favorecidas pelas temperaturas elevadas do início do ciclo.
✨ As regiões onde houve uma maior abertura da janela operacional de plantio, como o Noroeste, apresentam avanço mais significativo.
Nas localidades onde o clima permanece frio ou a umidade persiste, a semeadura ocorre de forma esporádica, mas os preparativos para o plantio estão intensificados, com a perspectiva de que as operações se acelerem com a redução da precipitação.
A continuidade das operações de plantio depende de dias mais secos e de uma boa disponibilidade de radiação solar, o que é crucial para a eficácia das intervenções de dessecação.
Na região de Bagé, no entanto, o avanço da semeadura apresenta atraso, apesar de algumas áreas já estarem implantadas, como em São Borja, onde foram cultivados 2.500 hectares de um total esperado de 25 mil.
O cenário nas primeiras áreas emergidas tem revelado a presença de insetos sugadores, como cigarrinhas e percevejos. Isso já resultou na necessidade de intervenções para o controle dessas pragas.
Em Ijuí, aproximadamente 20% da área prevista já foi semeada, com alguns plantios ocorrendo somente durante períodos de menor umidade, enquanto a região de Santa Rosa se destaca com 47% das lavouras já semeadas.
Entretanto, a pressão de pragas como a cigarrinha-do-milho, que atingiu até sete insetos por planta, tem levado os produtores a adotar medidas de controle.
A estimativa atual indica que 12% da área total programada para o milho no estado já foi semeada, mas o sucesso do plantio segue dependente das condições climáticas e dos períodos operacionais disponíveis.
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