Umidade elevada do solo impede o avanço do plantio na região.

O plantio de milho para silagem no Rio Grande do Sul está estagnado devido à elevada umidade do solo provocada pelas chuvas recorrentes, conforme dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (8).
Mesmo com condições satisfatórias de germinação e emergência nas áreas já implantadas, o frio, a baixa luminosidade e os temporais têm limitado o desenvolvimento das lavouras em algumas regiões.
A Emater/RS-Ascar aponta que cerca de 50% da área prevista para o milho destinado à silagem já foi implantada no estado, mas a continuidade das chuvas elevou a umidade e impediu o avanço dos trabalhos de semeadura.
✨ Danos como redução da área foliar e acamamento das plantas foram registrados, exigindo reimplantação em pontos mais afetados.
Além disso, os períodos de temperaturas baixas, nebulosidade e a redução da radiação solar têm comprometido o crescimento das plantas em várias áreas.
Intensas chuvas, acompanhadas de granizo e ventos fortes, causaram danos localizados, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Noroeste do estado.
As dificuldades para o avanço do plantio ocorrem em um cenário de solos encharcados e com condições meteorológicas desfavoráveis para o desenvolvimento inicial da cultura.
A Emater/RS-Ascar estimou o cultivo de 369.389 hectares de milho para silagem no Rio Grande do Sul, com uma produtividade projetada de 38.392 kg/ha.
O progresso do plantio e o desenvolvimento das áreas já implantadas seguem dependendo da umidade do solo e das condições climáticas nas regiões produtoras.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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