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Agronegócio
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Porto de Paranaguá lidera exportações de óleo de soja em 2026

Movimentação de 386,3 mil toneladas entre janeiro e março

Giovani Ferreira23 de abril de 2026 às 15:05
Porto de Paranaguá lidera exportações de óleo de soja em 2026

O Porto de Paranaguá foi responsável por 70% das exportações de óleo de soja do Brasil entre janeiro e março de 2026, conforme dados do Comex Stat, um sistema do governo federal que compila informações sobre o comércio exterior.

No primeiro trimestre, o porto paranaense embarcou um total de 386,3 mil toneladas do produto, apresentando um impressionante aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 280 mil toneladas.

Em março de 2026, a participação do Porto de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja chegou a 75,3%, totalizando 135 mil toneladas.

Expansão das exportações de soja em grão

A soja em grão destacou-se como a commodity com maior crescimento nas movimentações nos portos do Paraná, com 4,6 milhões de toneladas exportadas no primeiro trimestre de 2026, representando 20% do total das exportações brasileiras de soja. Esse volume mostra um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2025.

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O nosso controle de qualidade e a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses.”

Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Desempenho do farelo de soja e outras commodities

O farelo de soja também se destacou, com 1,3 milhão de toneladas exportadas, totalizando 25,6% do volume nacional, mesmo apresentando uma leve queda em comparação a 2025. Em março, 700 mil toneladas foram enviadas, principalmente para a Ásia e Europa.

No total, até março de 2026, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas. No entanto, as exportações de açúcar caíram devido à queda nos preços internacionais e ao aumento dos estoques globais.

Mudanças nas exportações de milho e importações

As exportações de milho também mostraram retração, já que parte da produção está sendo direcionada para o mercado interno, onde é utilizada na produção de etanol, um combustível alternativo ao petróleo. Esse cenário é influenciado por tensões geopolíticas, como o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

A situação internacional também teve impacto nas importações de fertilizantes. O Paraná, que é a principal entrada desses insumos no Brasil, viu as importações caírem de 2,7 milhões de toneladas no ano passado para 2,2 milhões de toneladas em 2026.

Por outro lado, a importação de malte aumentou em 227%, e a de cevada subiu 10%. Além disso, as importações de derivados de petróleo cresceram 9% em relação a 2025.

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