A cautela no plantio da próxima safra de inverno afeta o mercado.

O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém a firmeza nos preços em algumas regiões, mesmo diante da oferta limitada e da cautela em relação ao planejamento da próxima safra. Um estudo recente da TF Agroeconômica destaca que as negociações da safra anterior estão mais concentradas e que a indústria enfrenta pressões sobre suas margens.
No Rio Grande do Sul, moinhos estão buscando trigo da safra velha, com ofertas variando entre R$ 1.400 e R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto os vendedores pedem cerca de R$ 1.350 por tonelada FOB. A indústria, no entanto, encontra dificuldades, pois os preços da farinha permanecem estagnados.
Com o foco agora voltado para a safra de inverno, os produtores estão analisando a possibilidade de reduzir a área destinada ao trigo. Os principais fatores que levam a essa decisão incluem elevados custos de produção, crédito rural limitado e a incerteza quanto aos efeitos do El Niño durante o inverno e a primavera.
✨ Produtores consideram substituir o trigo por canola e outras culturas.
Essa estratégia reflete a necessidade de buscar alternativas menos arriscadas diante da instabilidade financeira acumulada em temporadas adversas. A comercialização do trigo branqueador permanece desafiadora, com preços em torno de R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto a cobertura para junho está quase completa e julho apresenta 40% de cobertura.
Em Santa Catarina, os preços se mantêm estáveis, com registros de aumentos em cidades como Joaçaba e Xanxerê, enquanto o trigo catarinense é cotado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. Já no Paraná, os preços recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste, com a indústria buscando qualidade superior e realizando negócios a R$ 1.350 na região central e até R$ 1.450 na área de Curitiba.
O preço do trigo argentino nacionalizado no porto varia entre US$ 290 e US$ 295 por tonelada.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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