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Agronegócio
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Preços da soja no Brasil sobem com alta do dólar em junho

Recuperação nas cotações impulsionada pela valorização cambial

Gabriel Rodrigues04 de julho de 2026 às 19:10
Preços da soja no Brasil sobem com alta do dólar em junho

O mercado de soja no Brasil experimentou uma recuperação substancial em junho, com um aumento significativo nos preços, principalmente devido à valorização do dólar. Essa tendência positiva foi observada em várias regiões do país.

Na cidade de Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 125,50 para R$ 131,50. Em Cascavel (PR), o aumento foi de R$ 120,50 para R$ 126,50. Rondonópolis (MT) viu a saca passar de R$ 109,00 para R$ 117,00. Já no Porto de Paranaguá, o valor subiu de R$ 131,50 para R$ 137,50.

O dólar comercial registrou alta de 2,34% no mês, fechando a R$ 5,16.

Ao mesmo tempo, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros com vencimento em novembro caíram 3,8%, encerrando o mês a US$ 11,44 por bushel. Essa queda contrasta com os preços mais altos no Brasil, destacando as diferenças entre os mercados.

Fatores Internacionais em Jogo

No cenário internacional, as cotações em Chicago enfrentam pressão devido a condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, aumentando as expectativas de uma safra abundante. Além disso, a redução das tensões no Oriente Médio trouxe os preços do petróleo de volta aos níveis anteriores, impactando as commodities agrícolas.

A valorização do dólar americano também torna a soja dos EUA menos competitiva no mercado global. No entanto, o mercado permanece atento à demanda proveniente da China, que pode ajudar a sustentar os preços em Chicago nos próximos meses.

Dados do USDA

O mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a área plantada com soja para 2026 deverá ser de 85,4 milhões de acres, representando um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Este número está alinhado com as expectativas do setor.

Os estoques trimestrais, acumulados até 1º de junho, totalizam 1,06 bilhão de bushels, superando em 5% o volume do mesmo período de 2025. Vale ressaltar que 367 milhões de bushels estão armazenados nas propriedades rurais, representando uma queda de 11% em comparação anual, enquanto os estoques fora das fazendas aumentaram para 694 milhões de bushels, indicando um cenário de oferta confortável.

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