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Agronegócio
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Preços do feijão no Brasil oscilam entre alta e baixa em julho

Colheita da terceira safra influencia mercado de feijões

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 18:15
Preços do feijão no Brasil oscilam entre alta e baixa em julho

O mercado nacional de feijão tem vivenciado dias de variações significativas, de acordo com as informações do Indicador de Preços do Cepea e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. A colheita da terceira safra irrigada de feijão carioca, que apresentou qualidade superior, aumentou a oferta e, consequentemente, favoreceu a redução dos preços.

Enquanto isso, o mercado de feijão preto continua firme, com preços elevados devido à diminuição da oferta após o término da colheita da segunda safra. No segmento do carioca peneira 12 ou nota 9,0, a oferta maior levou compradores a adotar uma postura cautelosa, resultando em pressão por preços mais baixos.

Entre os dias 2 e 9 de julho, os preços do feijão apresentaram quedas em diversas regiões, destacando-se a diminuição de 6,48% em Itapeva (SP).

Por outro lado, a escassez regional causou elevações de preços em Minas Gerais, onde houve um aumento de 7,23% no Sul/Sudoeste, e 2,23% em Belo Horizonte. Segundo o Cepea, a maior disponibilidade de feijão tende a estabilizar o mercado, embora os lotes de qualidade superior possam continuar a receber prêmios em áreas onde a oferta é escassa.

Para os feijões cariocas com notas 8 e 8,50, os estoques existentes têm sustentado os preços em uma variedade de regiões. Em Minas Gerais, no entanto, a escolha por grãos de melhor qualidade resultou em uma queda de 6,11% na área do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

No estado do Paraná, a redução na oferta promoveu altas de preços, enquanto Sorriso (MT) registrou uma valorização de 6,20%, impulsionada pela entressafra. O Cepea estima que essa estabilidade poderá durar a curto prazo, mas a maior disponibilidade de feijão de qualidade superior poderá impactar a competitividade dos grãos intermediários.

O cenário do feijão preto tipo 1 permaneceu sólido, sustentado pela finalização da colheita e pela retenção dos lotes melhores pelos produtores. Todas as regiões observadas notaram uma valorização, com ênfase nas elevações de 3,45% no Oeste de Santa Catarina.

As importações de feijão preto argentino estão acontecendo de maneira pontual e não afetam a dinâmica do mercado interno. De acordo com o Cepea, a limitada oferta de grãos de qualidade superior deve garantir a firmeza do mercado nas semanas seguintes, com o produto argentino servindo apenas para complementar o abastecimento.

Além disso, o Brasil alcançou um marco nas exportações de feijão no primeiro semestre de 2026, com um total recorde de 149,27 mil toneladas. Em contraste, as importações atingiram 22,34 mil toneladas, número que ficou significativamente abaixo do volume exportado, segundo dados do Cepea e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

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