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Agronegócio
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Preços do Frete Agrícola Elevados Apesar de Expectativa de Queda

Demanda alta mantém valores em patamares altos nas principais rotas do Brasil

Camila Souza Ramos01 de julho de 2026 às 14:25
Preços do Frete Agrícola Elevados Apesar de Expectativa de Queda

Os preços do transporte rodoviário de produtos agrícolas continuam elevados nas principais rotas do Brasil, conforme progresso relatado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mesmo após a pico de escoamento das culturas da primeira safra, como a soja, o mercado de fretes permaneceu aquecido.

De acordo com o superintendente de logística operacional da Conab, Thomé Guth, a expectativa inicial era de uma redução nos preços, considerando a queda na demanda por transporte. Contudo, ele ressalta que os preços se mantêm próximos dos valores mais altos registrados entre fevereiro e março, em função da produção histórica de soja e sua demanda aquecida.

A produção de soja aumentou em 8,8 milhões de toneladas em relação ao ano anterior.

Variações Regionais nos Preços

Os preços dos fretes agrícolas apresentaram comportamentos variados em maio, dependendo do estado. Em Mato Grosso, conhecido como o principal produtor de grãos, as mudanças foram pequenas e próximas da estabilidade. Apesar disso, os preços continuam em níveis elevados, semelhantes aos observados em fevereiro e março.

Em contrapartida, no Distrito Federal e no Maranhão, os custos de frete aumentaram, impulsionados pela movimentação das safras de soja e milho. Já no Paraná, as flutuações foram influenciadas pela elevação do preço do diesel S-10 e pela demanda intensa sobre as rodovias.

Por outro lado, estados como Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo apresentaram queda nos preços de frete, refletindo a menor movimentação de grãos. Em Goiás e na Bahia, essa redução foi devido ao término da colheita da soja e ao período que antecede a segunda safra de milho. Piauí viu um decréscimo mais acentuado com uma redução de 22% nas exportações de soja, enquanto em São Paulo, os custos diminuíram devido à queda no diesel e na demanda industrial.

Até maio, os embarques de milho totalizaram 7,5 milhões de toneladas, um aumento em relação a 6,1 milhões no mesmo período de 2025. As exportações de soja também cresceram, atingindo 55,1 milhões de toneladas no total do ano até o momento.

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