Conversas entre Xi Jinping e Donald Trump abordarão rotas de exportação e preços da soja brasileira.

O presidente chinês Xi Jinping desembarca nesta quarta-feira (23) nos Estados Unidos, quase dez anos após sua última visita. O encontro com Donald Trump abordará temas como terras raras, inteligência artificial e principalmente o agronegócio, com foco na soja.
As decisões tomadas durante essa semana podem redesenhar rotas de exportação e impactar os preços nas bolsas internacionais, além de redefinir a participação da produção brasileira no comércio da oleaginosa.
✨ O maior parceiro comercial do Brasil chega mais fortalecido a este encontro em solo norte-americano, considerando a possibilidade de aumentar as compras de grãos como moeda de troca para garantir uma relação econômica mais previsível.
A guerra comercial entre os EUA e a China trouxe consequências para a soja brasileira, com uma crescente demanda pela oleaginosa do Brasil em prejuízo das importações americanas. Em 2025, o Brasil deve produzir cerca de 180 milhões de toneladas de soja, das quais cerca de 80 milhões devem ser destinadas à China.
Com dados mostrando uma queda de 34% nas importações de soja dos EUA, enquanto as vendas brasileiras cresceram 5% no mesmo período, as discussões entre as duas potências terão repercussões diretas no comércio da soja. Especialistas alertam que, caso haja mudanças tarifárias nos EUA, isso poderia favorecer ainda mais as exportações americanas.
André Nassar, presidente executivo da Abiove, destacou que um eventual acordo entre EUA e China, que aumente as compras, não seria positivo para o Brasil, já que a China busca reduzir sua dependência das importações por meio do aumento da produção interna de soja.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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